Gerenciamento de riscos operacionais passou a ser prioridade para líderes de TI, aponta KPMG

Segundo pesquisa realizada com 4 mil líderes em tecnologia de todo o mundo, aumentou a preocupação das empresas com segurança cibernética

Quatro em cada 10 CEOs do Reino Unido acreditam que os ataques cibernéticos deixaram de ser uma questão de “se” e agora são caso de “quando”. Não à toa, o gerenciamento de riscos operacionais e compliance passaram a ser uma prioridade significativamente alta para os quase 4 mil líderes em tecnologia de todo o mundo, de acordo com a pesquisa CIO 2018, realizada pela KPMG em conjunto com a Harvey Nash. Trata-se do maior estudo de liderança em TI que está na 20ª edição. O levantamento constatou ainda que, em relação ao ano passado, houve um aumento de quase 25% de entrevistados que estão priorizando melhorias em segurança cibernética, uma vez que esse tipo de ameaça atingiu o maior patamar histórico.

“Essas duas áreas representam as prioridades de TI que estão crescendo rapidamente em termos de relevância para os conselhos de administração das empresas. Além disso, proteger a empresa de um ataque cibernético ganhou uma visibilidade maior do que qualquer outro item na pauta de discussões e os líderes de TI estão sendo incentivados a se defender da melhor forma que conseguirem”, analisa o sócio da KPMG, Claudio Soutto.

A pesquisa constatou ainda que a confiança é a nova fronteira para a área de TI, pois as organizações estabelecem um equilíbrio sutil entre o incremento potencial da receita, a partir da utilização dos dados dos clientes, e a necessidade de privacidade e segurança. As empresas que gerenciam esse equilíbrio de forma mais eficaz são 38% mais propensas a informar uma lucratividade maior do que suas concorrentes.

“De um lado, o conselho de administração pede que estimulem a inovação, promovam a transparência e, após as recentes violações de dados de alto nível, garantam o uso responsável dos dados dos clientes por toda a organização. Do outro lado, o conselho de administração intensifica as avaliações minuciosas e exige um processo melhor para preparação e divulgação de informações sobre segurança cibernética e integridade e resiliência de dados, visto que os órgãos reguladores e os consumidores estão se tornando mais exigentes em relação a dados pessoais. As organizações que forem capazes de estabelecer esse equilíbrio entre inovação e governança da forma correta estarão em uma posição mais favorável para competir em um ambiente tecnológico cada vez mais complexo”, afirma.

Apesar do investimento das companhias em privacidade e segurança de dados, 38% dos participantes da pesquisa previram que não seriam capazes de ficar em conformidade a tempo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) e evitar violações de dados. Adicionalmente, 77% dos líderes de TI estão “mais preocupados” com a ameaça de crime cibernético organizado, em comparação com os 71% da pesquisa do ano anterior. Somente 22% alegam estar bem preparados para lidar com um ataque cibernético.

Transição para plataformas e soluções digitais é um desafio

O levantamento apontou que a transição para plataformas e soluções digitais é um grande desafio para os CIOs: 78% afirmaram que as estratégias digitais utilizadas são apenas moderadamente eficazes ou menos do que isso; 35% das empresas não são capazes de contratar e desenvolver os profissionais com as habilidades de que precisam; e 9% acreditam que não existem visão ou estratégia digitais claras na empresa.

Sobre a pesquisa

Em sua 20ª edição, a pesquisa da CIO Survey 2018 foi realizada pela KPMG em parceria com a Harvey Nash. É considerada a maior pesquisa de liderança em TI em todo o mundo em termos de quantidade de entrevistados. O levantamento foi realizado entre 20 de dezembro de 2017 e 3 de abril de 2018, em 84 países, com 3.958 CIOs e líderes em tecnologia, por meio de análises de respostas de organizações que apresentam despesas anuais com segurança cibernética de até US$ 46 bilhões.




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