Fluxo de lojas no varejo cai mais de 4% em julho na comparação anual

Números são de contadores de fluxo de mais de 1300 pontos de vendas. Para o Dia dos Pais, porém, a expectativa é de melhora

O número de consumidores entrando nas lojas caiu 4,21% ao fim de julho deste ano na comparação com o fluxo registrado no mesmo mês do ano passado. O resultado foi negativo em todos os meses deste ano, segundo os dados da Seed, empresa de tecnologia e consultoria de varejo especializada em contadores de fluxo. A empresa reuniu dados de mais de 1.300 pontos e movimentação de cerca de 500 mil consumidores a cada mês.

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As piores quedas no movimento aconteceram nos meses de fevereiro e abril. Em cada um desses meses, houve queda de 4,4% no movimento das lojas na relação com os mesmos meses de 2017. A queda acentuada de fevereiro, segundo Sidnei Raulino, CEO da Seed, pode ser atribuída, principalmente, ao carnaval, quando a visita ao varejo reduz naturalmente. No ano passado, a data caiu em março, o que desequilibra a comparação ano contra ano.

A redução no fluxo de consumidores nas lojas físicas, segundo o executivo, é causada, em especial, por conta do aumento das compras on-line e por culpa da crise econômica. No mês de maio, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros, a redução no fluxo de lojas aconteceu, mas não destoou da média dos outros meses. A queda de 3,45% em maio se manteve parelha em junho, quando houve queda de 3,4%.

Fonte: Seed

Segundo Raulino, a greve foi “muito pontual” e teve seu efeito concentrado na semana em questão e nos momentos seguintes. “Não impediu que as pessoas fossem às compras. A queda no fluxo caiu durante a semana e nas seguintes (da greve), mas no mês inteiro ficou similar (à média semestral)”, avalia o empresário. “Hoje, não vejo mais interligação entre a greve e o resultado do varejo”, completa o CEO, apontando que os efeitos podem ter se concentrado mais na indústria.

Comparação mensal

O ano de 2018 começou com o fluxo das lojas caindo 52% nos meses de janeiro e fevereiro, resultado da sazonalidade natural do período, agravada pelo carnaval. Em março, quando se esperava um retorno do fluxo de consumidores à loja para compensar o carnaval em fevereiro, a alta foi modesta, crescimento de 12%, apenas 3 pontos percentuais a mais que o aumento de fluxo registrado em março de 2017, quando houve carnaval.

Dias dos Pais

Estudo da Seed aponta uma melhora do cenário para o Dia dos Pais deste ano, quando as lojas físicas devem registrar aumento de 3% no fluxo de visitantes em comparação com 2017. O destaque fica por conta das lojas de shoppings, que devem apresentar 3,5% de crescimento, enquanto o comércio de rua não deve passar de 2%.

Leia também: Varejo registra R$ 2 bilhões a mais em vendas no Dia das Mães

Os dados abrangem as semanas de 6 a 12 de agosto e a projeção é feita em cima do desempenho do varejo no Dia dos Pais em outros anos, além de comparar com outras datas comemorativas.






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