Millennials não largam seus smartphones, mas na hora de comprar…

Estudo diz que millennials passam o dia pesquisando no celular, mas são tímidos na hora de comprar. Ainda assim, marcas investem cada vez mais nesse público

Os millennials ainda conservam algum caráter de seu comportamento do século 20. Segundo estudo conjunto da UNDAYS e Ad Age, os membros dessa geração não são tão dependentes dos dispositivos móveis quanto se poderia imagina. A pesquisa foi feita com estudantes universitários nos principais mercados anglófonos.

A pesquisa concluiu que apenas 10% deles assistem streaming de TV em dispositivos móveis e que 37% fazem compras pelo celular. A grande maioria dos millennials usa a internet pelo mobile principalmente para navegar (64%).

A grande vantagem do m-commerce tem sido servir de ferramenta de comparação. Quase 60% dos usuários disseram usar o smartphones para fazer pesquisas de preço, enquanto 58% dizem analisar produtos. 52% verificam a disponibilidade dos itens em estoque e 46% procuram por lojas.

Segundo matéria da eMarketer, a questão levantada pelos especialistas é se a ambivalência em relação ao digital da geração Y está relacionada ao estágio da vida, por serem mais novos, ainda não tem capacidade financeira suficiente para ser um comprador contumaz, ou se é realmente uma característica dessa geração.

X e Y no centro das atenções

Um estudo realizado pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP em 2017 apontou que a geração Y é a que gasta menos entre aquelas economicamente ativas. A média salarial dessa geração é 40% menor que da geração X e 51% na comparação com os baby boomers (1945-1959).

Porém, 65% dos varejistas afirmaram que vão aumentar seus gastos com publicidade voltada para a geração Y. Quase a mesma quantidade afirmou que deve priorizar também a publicidade voltada para os consumidores da geração X (1960-1979). Por outro lado, as verbas destinadas a ações voltadas aos baby boomers deve cair 22%. A pesquisa é da RetailMeNot.

A jogada é arriscada, já que a geração Y, além de ser a de menor renda, é a que tende a controlar mais os seus gastos. No Brasil, o salário médio dos consumidores da geração baby bommer é de R$ 3.799, superior aos R$ 3.123 da geração X e mais que o dobro da geração Y (R$1.869). Os millennials que apontam ter gastos que excedem seus ganhos somam 44% do total, abaixo dos 52% da geração X e 49% dos baby boomers.

E-commerce

Uma pesquisa da AARP, de agosto de 2017, apontou que os mais velhos sentem que as indústrias de moda, tecnologia, esportes e entretenimento atendem mais as gerações mais novas. Cerca de 22% dos consumidores com idade entre 55 e 74 anos afirmavam não estar tão conectados com as marcas de moda, número que sobe para 30% quando o assunto é cosméticos e produtos de cuidados pessoais. Entre os millennials, a taxa de satisfação com o atendimento das marcas é o dobro.

Leia também: O trabalho vai ficar mais divertido. A Geração Z está chegando!

Os baby boomers, renegados pelas marcas hoje, possuem, surpreendentemente, um comportamento de compra pela internet mais intenso que o da geração Y. Uma pesquisa da Hakuten aponta que os baby boomers que usam a internet e fizeram compras de roupas e acessórios pelo canal nos últimos seis meses chegam a 61%, contra 47% da geração Y. No consumo de eletroeletrônicos, a vantagem é de 53% a 45%. A Geração X é a que mais consome, com 60% para moda e 54% para eletrônicos.

Apesar de serem mais assíduos na internet que as gerações anteriores e de chamarem mais a atenção das marcas, os millennials ainda mostram um comportamento de compra na internet muito mais modesto que o das duas gerações anteriores.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS