Quando as redes sociais não são importantes para o seu negócio

Alerta de spoiler: nunca. Esses canais pode ter importância variável conforme o caso, mas é difícil que sejam dispensáveis

Por: - 9 meses atrás

Três startups nascidas como plataforma via rede social se reuniram em painel nesta quarta-feira (05) em São Paulo, para debater, durante o Conarec, um congresso internacional sobre o relacionamento entre empresas e clientes, a importância das redes sociais como estratégia de marketing digital.

A provocação do mediador Paulo Silvestre, da Drift Digital, foi se esse pós-consumidor se encaixa no cenário das redes sociais. E a resposta unânime de Daniel Arcoverde, fundador da Netshow.ME, Du Migliano, co-fundador e CEO da 99Jobs.com, e Eduardo Lhotellier, CEO do GetNinjas foi que dependendo do momento e do público podem ser diferentes nos meios, mas se encaixa sim, em alguma estratégia que passa pelas mídias sociais.

Na GetNinjas, por exemplo, uma estratégia com adwords funciona melhor que com anúncios de convencimento, já que ninguém é convencido a pintar uma parede, mas, após tomada a decisão pelo consumidor, o próximo passo será fazer uma busca por profissionais. “Logo, o foco nas redes sociais não funcionavam nesse nosso negócio”. Contudo, conta Lhotellier, com a chegada do Facebook Recomendation  e do  WhatsApp business, trouxe uma mudança na maneira de fazer marketing digital para eles, já que são novas ferramentas com a possibilidade de fechar negócio.

Por outro lado, a estratégia de apostar em vídeos institucionais apresentando cases de sucesso de alguns profissionais inscritos em sua base acabou atraindo novos clientes, que no caso da plataforma de Eduardo, são prestadores de serviço autônomos.

Com sua base formada totalmente de clientes vindos pelas rede sociais, Du da 99Jobs.com dia não conseguir se ver sem as redes sociais para se comunicar com o mundo e com os clientes. “Muitas empresas criaram seus canais de carreira nas redes sociais a partir de nosso conteúdo, não podemos não focar nesses canais”.

No caso das startups reunidas no painel, é preciso falar para duas partes, o público que usa a plataforma e o cliente da plataforma e como se comunicar com um pode ajudar a chegar no outro. 10% dos nossos clientes vieram de campanhas que fizemos mirando o público”.

“Todo mundo é uma mídia e o poder de influência é gigantesco”, completou Daniel Arcoverde, lembrando da mais famosa das plataformas, a Uber, que tem público – usuário – e cliente – motoristas – e que podem se revezar nesse papel.

Mas Eduardo, do GetNinjas, destaca que “rede social pode ser um caminho, mas likes não sustentam negócios. Elas são importantes para compor sua marca”. E Paulo Silvestre, o mediador, reforça ser um “meio para viabilizar as novas formas de relacionamento. Como as pessoas se relacionam entre elas e as marcas e entre si. O fato do aparecimento e Apple mais a o boom do Facebook com rede social há 10 anos mudou tudo nas nossas vidas. Esse é um tema super quente, já que continuam modificando e continuarão mudando a forma como as marcas se relacionam com seu público”.

A questão toda,  para Eduardo, da 99Jobs, se resume ao fato de que as pessoas, e nisso o consumidor, quer se sentir útil e ser ouvido e a forma de fazer isso dentro das organizações é criar espaços para ouvir, e as redes sociais podem muito bem ser espaços.

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