Número de jovens economicamente ativos cai 1,6% no segundo trimestre

IPEA afirma ainda que queda do desemprego entre jovens não está relacionada à criação de postos de trabalho, mas à redução na procura por conta do desalento

Em comunicado, o Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA) afirma que a queda da taxa de desemprego no Brasil neste ano em relação ao ano passado não aconteceu por conta de um possível aumento no número de pessoas empregadas. Segundo o IPEA, o motivo é a retração da força de trabalho.

Isso significa que houve redução no número de pessoas procurando emprego. A faixa etária da população que apresentou maior redução na procura por trabalho é de jovens de 18 a 24 anos. Nessa faixa etária, o número de pessoas procurando emprego recuou de 27,3% para 26,6% na comparação entre o segundo trimestre de 2017 e 2018. Porém, o número de jovens ocupados recuou 0,8% e a população economicamente ativa caiu 1,6%. Os dados são do IBGE.

Desalento

Segundo comunicado do IPEA, “o cenário de emprego no país vem se deteriorando em alguns aspectos”. A interrupção na procura por emprego, chamado desalento, está muito relacionada ao tempo no qual as pessoas estão em situação de desemprego, e por isso perdem a vontade de procurar.

Segundo o instituto, a taxa de desalentados por conta do tempo de inatividade chegou a 22% ao fim do segundo trimestre deste ano. Entre o último trimestre de 2015 e o primeiro de 2016, essa proporção era de 14%.

Outro motivo do desalento é a situação econômica do País, cuja crise desestimula a procura por emprego.






ASSINE NOSSA NEWSLETTER

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

CM 256: Os vencedores do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente

CM 255: Tudo o que você precisa saber sobre o consumidor na pandemia

Você já conhece as Identidades do consumidor?

VEJA MAIS