Como transformar empresas tradicionais em virtuais?

Felix Cuesta, PhD e expert em futuro do trabalho, falou sobre a transformação das empresas para os participantes do Consumidor Moderno Experience Summit

Por: - 4 semanas atrás

Lentidão, burocracia, altos custos. Essas são características que perseguem empresas tradicionais e as tornam pouco competitivas. Mesmo quando realizam transformações, as estruturas dessas companhias permanecem: divididas em áreas, elas gastam em excesso, mas continuam antiquadas.

Para reciclar e mudar, tais empresas usam as ideias do século XX e não entendem os custos sociais, econômicos e tempo necessário para se tornar realmente inovadoras. Diante disso, de acordo com Felix Cuesta, PhD e expert em futuro do trabalho, é preciso entender a necessidade de contratar novas pessoas e aceitar os custos sociais, econômicos e de tempo envolvidos no processo.

Mas, dito isso, é preciso reconhecer que tem acontecido mudanças, mas a adaptação não é suficiente, porque a velocidade de mudança do contexto é muito rápida e gera redução de margens e necessidade de incremento da competência por causa da globalização. Ou seja, planos de negócios não funcionam porque o mercado muda mais rápido do que as empresas.

Diante disso, surge a seguinte questão: estarão os negócios fadados a funcionar com maiores volumes e margens estreitas, por conta da competição total? Como afirma Cuesta, em cada segmento só há espaço para 3 a 5 competidoras, ou seja, não há mais espaço para um mercado variado.

No caso de uma empresa virtual, porém, a estratégia e a organização mudam por conta do entorno, que deixa de ser estável e passa ser global. E esse é o grande estágio em que uma empresa pode chegar. Nesse sentido, Cuesta apresenta três etapas de evolução: a empresa tradicional; a que está em processo de mudança; a que se tornou virtual.

No processo, acontecem as seguintes mudanças: o contrato se torna compromisso e, depois, confiança. O preço passa a valor compartilhado e, por fim, se torna simplesmente valor. A transação primeiro se transforma em troca para então ser relacionamento.

Com isso, ele sugere que as empresas identifiquem o próprio core business, crie e mantenha um banco de dados de colaboradores, criação de valor ad hoc, criação e terminação em tempo real.

Para essa estrutura, ele elenca vantagens e desvantagens. São elas:

VANTAGENS

Custo fixo mínimo
Adaptação de custos as necessidades de cada projeto
Troca de conhecimentos
Flexibilidade
Trocas rápidas e com quase nenhum custos

INCONVENIENTES

Difícil de gerir
Criticidade da estrutura
Problemas de cultura