1ª edição do Digital Commerce Experience foca em inovação e nos desafios econômicos do varejo

Promovido pela VTEX, evento contou com a participação de grandes nomes como Scott Emmons, Marcio Kumruian e Paulo Correa

O futuro da economia e, por consequência, do varejo, e o momento de transformação digital na experiência do cliente foram as pautas da 1ª edição do Digital Commerce Experience (DCX), evento promovido pela VTEX que contou com a participação de Paulo Correa, CEO da C&A; Marcio Kumruian, fundador e CEO da Netshoes; Alessandro Gil, CXO da VTEX; o consultor financeiro Teco Medina, e Scott Emmons, head de Inovação da Neiman Marcus.

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“O Brasil precisa voltar a montar a agenda positiva”, disse Teco Medina durante palestra sobre os rumos da economia em 2019, que foi seguido por painel com Correa e Kumruian sobre suas respectivas operações. Sobre o período de crise, em que a economia patina e o desemprego não diminui, Paulo Correa, da C&A, analisa que “serviu para as empresas terem um olhar mais crítico para terem a dimensão dos seus custos de fato. A produtividade foi uma coisa de ser vista com olhar para dentro. Foi a oportunidade de trazer tecnologias. Somos uma empresa muito mais preparada hoje do que estávamos há três anos”, contou. Portanto, para o CEO, se em um futuro próximo “tiver vento a favor, vamos ter crescimento bem forte”. concluiu.

Na Netshoes, Marcio contou que o no período as atividades cresceram mais do que os 15% de crescimento do e-commerce em geral e lembrou do IPO feito pela empresa no início de 2017, época de crise econômica ainda forte e que no início de 2018 a empresa trabalhava com otimismo: “a Netshoes pegou o gancho do momento de expectativa com o novo momento, e a gente se deparou com um cenário não tão bom como imaginávamos”. Segundo Marcio, a queda média de 10% na renda dos brasileiros foi sentida pela empresa, por isso aproveitaram o momento para fazer as “reformas dentro de casa”. “Fizemos uma lição forte, quais projetos iam em frente. Avaliamos a velocidade do país. Nadar contra a maré exige muito mais esforço”, relatou.

Os CEOs destacaram que suas operações estão bastante dedicadas ao uso da tecnologia neste momento de transformação digital e pós-consumidor. “O empresário também tem que fazer a lição de casa. No Netshoes a gente usa muita tecnologia. Com a tecnologia e o mobile, o eixo mudou pro consumidor, que compra o que quer, compara como quer e recebe onde quer. Isso mudou o varejo real state. Se está discutindo muito agora como se combinam estes mundos. Não está [no controle] no varejistas crescer porque ele está ocupando território, mas está nas mãos do consumidor escolher o melhor preço, o melhor produto e a melhor entrega”, acredita Marcio. Paulo concorda e avalia que também que esse novo processo de compra é uma realidade muito forte. “Quem não está entendendo esse recado vai ficar para trás. Há um imediatismo cada vez maior.

A crise trouxe um nível de consciência e valor na compra muito maior”, disse. “A vantagem do offline de adicionar o elemento humano que ajuda de fato é o melhor que podemos ter, independente do momento de crise ou não. Temos que estar próximo ao consumidor, entender o que se está fazendo bem ou não e o que na percepção de cliente é relevante”, conclui.

A transformação nos negócios digitais foi o mote da apresentação do chief experience officer da VTEX, Alessandro Gil, que abordou as tendências para o setor advindas da tecnologia, como o conversational commerce, compra por voz; ominichannel, integração entre on e offline; cross border, venda de produtos para outros países; e things commerce, como internet das coisas. Para ele, a inteligência artificial está saindo do anonimato e se tornando a principal estrela das ações de marketing mais inovadoras. Além disso, reforçou a importância de o varejo pensar em oportunidades de vendas para as pessoas da terceira idade. “70% da renda disponível americana está com pessoas de 52 a 70 anos. No Brasil, 30% do e-commerce já está nas mãos dessas pessoas, e isso tende a aumentar. Essa é uma grande oportunidade de negócio para os varejistas”, destaca Gil.

A plenária foi encerrada com o keynote do americano Scott Emmons, Head de Inovação da Neiman Marcus, que trouxe um conteúdo amplo sobre varejo, futuro e inovação. O especialista mostrou cases de transformação digital e omnichannel nos Estados Unidos e reforçou que a personalização de todos os pontos de contato com o cliente é a grande tendência para criar lealdade, questão que os varejistas devem buscar. “A inteligência artificial traz uma pilha de dados com as experiências em lojas e as pegadas digitais. “Com certeza essa é uma tendência, assim como usar as assistentes pessoais para transforma uma compra esporádica em um consumidor de longo prazo”, disse o americano. Scott também destacou que, para inovar, é preciso alinhar a visão estratégia e os objetivos da inovação, o apoio dos executivos e suporte crítico e, além de começar ao poucos, a inovação deve ser inserida no dia a dia e não em um setor isolado, “ser parte do negocio diário”.

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