Brasil recua três posições em ranking de competitividade

Estados Unidos e Cingapura lideram ranqueamento divulgado pelo Fórum Econômico Mundial na última terça-feira, dia 16. Veja os desafios do Brasil no setor

Por: - 4 semanas atrás

O Brasil recuou três posições no ranking que afere a competitividade de 140 países. Divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral, o levantamento apresentou o Brasil na 72º posição, o que representa uma queda de três posições em relação ao ranqueamento anterior. A metodologia do mapa busca avaliar o potencial de governos criarem condições econômicas e legislativas favoráveis para transformações que ocorrem cada vez mais rapidamente nos modelos de negócios.

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O Relatório Global de Competitividade traz 98 indicadores, de modo que o fórum se baseia nas mais de 12 mil respostas dadas por executivos para mapear a receptividade de cada país. O cenário brasileiro seguiu marcado pelo pior desempenho do setor público no que se refere a “sobrecarga de regulações por governos”, ocupando a 140ª posição.

De acordo com o fórum, excessos de regulações e sobrecargas são aspectos que criam condições favoráveis à corrupção, resultam em atrasos, causam aumento de custos em transações e prejudicam, consequentemente, o cidadão, bem como empresas de menor porte. Sob o aspecto de “instituições”, o Brasil também paga o preço pelo desempenho irregular do setor público, ficando apenas na 97ª posição.

Metodolodia

Um dos aspectos do levantamento se baseia na eficiência e rapidez com que os países conseguem adaptar suas leis à entrada de novos negócios digitais, se respondem positivamente ao fluxo da mudança e, por fim, a indicação de perspectivas a longo prazo. Nesse contexto, Brasil (129º), Grécia (135º) e Venezuela (140º) foram apontados entre os países “menos preparados para o futuro”. Na ponta do ranking, aparecem os governos de Cingapura, Luxemburgo e Estados Unidos.

De acordo com o fórum, entre os fatores que inibem a capacidade de evolução neste setor está a pouca integração de políticas e pouca articulação entre os setores público e privado. Embora o Brasil apareça na 40ª posição geral em capacidade de inovação, a posição ainda é considerada aquém de seu verdadeiro potencial.

Na metodologia adotada em 2018, os Estados Unidos aparecem como o país mais competitivo do mundo, com 85,6 pontos. Na sequência, aparecem Cingapura, com 83,5 pontos, Alemanha, com 82,8 e Suíça, com 82,6.