A mensagem de Richard Branson: a arte de recriar negócios comuns

Um dos empreendedores mais carismáticos da história fala sobre suas motivações e coragem no Money 20/20. Uma lição de audácia e vontade de fazer diferente o que for possível

Nuno Sebastião, chairman e CEO da Feedzai conversou com ninguém menos que o icônico Fundador do Grupo Virgin, Richard Branson no Money 20/20. Um painel com as histórias, aprendizados, ideias e força inovadora de um dos grandes empreendedores da história. Richard Branson é mundialmente conhecido como empreendedor, filantropista e fundador do Grupo Virgin, uma marca global construída por ele, com atuação em diversos segmentos inclusive o financeiro, com o lançamento recente do Virgin Money, um formidável competidor novo para o status quo.

Na conversa, Branson falou sobre novas tecnologias, empreendedorismo e o futuro do dinheiro. “Minha atitude diante da vida é fazer o que for possível para fazer o mundo melhor e atingir o que não foi conseguido antes”, é assim que Branson se define. O superstar corporativo britânico entra no palco após minutos e minutos de música vibrante conduzida por um DJ. O “rocket man” faz jus a fama. Afável, simples, de sorriso aberto e raciocínio veloz, Branson mesmerizou a plateia do Money 20/20 com histórias e inspirações.

Richard é disléxico e um dia, ainda jovem, resolveu criar uma revista que deu a largada para o seu império. Senso de propósito sempre motivou sua jornada. ele viu situações na vida que o frustraram e o fizeram criar soluções para estes momentos. O CEO conta, rindo, como investidores pediam para que mudasse o nome ultrajante de seus negócios “Virgin”, o que evidentemente não aconteceu. Quem mais poderia lançar uma marca de Cola para bater de frente com Coca e Pepsi, senão uma marca como a Virgin? A moral da história é que ao enfrentar um gigante você precisa se superar, ser muito, muito, muito melhor do que já é.

Branson também é um gênio das relações públicas. Ele consegue atrair a atenção das mídias e engajar plateias e audiências com ideias por vezes extravagantes, como voar em um UFO em uma manhã do melhor fog londrino com transmissão ao vivo de todas as rádios do Reino Unido. Depois de algumas peripécias, o executivo foi preso, mas no fim das contas, não machucou ninguém e tudo acabou bem, além do espantoso retorno de mídia.

Não por acaso essa irreverência, levou Branson a criar negócios disruptivos. “Eu tinha bem menos dinheiro, há pouco mais de 20 anos, 23, 24 anos atrás e fui atrás de um empréstimo. Falei com uma gerente na época e hoje, após esse tempo todo, acabamos de fazer uma fusão do nosso banco com o banco que ela dirige, o que mostra que alguma coisa fizemos direito”, conta ele. Os serviços financeiros oferecidos pela Virgin também forçaram os limites da regulação e incomodaram os bancos tradicionais. E como Richard Branson encara inovações como Open Banking, Criptomomedas? Para responder a essa pergunta, o CEO não se incomodou em pegar umas anotações para lembrar onde andam investindo. Falou da TransferWise, que segundo ele, é o mecanismo mais inteligente já criado para transforma dinheiro de um país para outro e também em blockchain, como instrumento de segurança.

Fazer produtos e serviços mais acessíveis para os consumidores é uma certeza para o CEO da Virgin. Curiosamente, ele cita seu negócio de viagens espaciais (Virgin Galactic Airways – “mas registramos também Virgin Intergalactic Airways por que somos otimistas”), como uma forma de tornar o espaço acessível para mais e mais pessoas. Ele também que encontrar maneiras de levar a internet para toda a população global, os quase 4 bilhões de pessoas que hoje estão fora da rede. Isso porque Branson acredita que governos em geral não reúnem todas as condições para resolver os principais problemas do mundo. Para ele, grandes companhias precisam encarar problemas globais e se mobilizar e galvanizar lideranças que possam fazer frente a questões como o aquecimento global, a poluição nos oceanos, o flagelo das drogas.

A iniciativa Virgin Unites completou 10 anos, unindo pessoas em centros de empreendimento que possam criar oportunidades para pessoas humildes. Outra iniciativa voltada para o bem comum é a comunidade “The Elders” , para criar oportunidades para o público longevo. Em comum, criar negócios que possam trazer mais bem-estar para as pessoas no planeta. Branson mobiliza recursos para fazer negócios que sejam diferentes, mas que possam fazer dele também um ativista. “Pensar na mudança do mundo começa com um pequeno de grupo de pessoas que pode ser ampliado até promover uma grande mudança”. Essa é a mensagem, as várias mensagens de uma liderança que se especializou em fazer negócios de modo incomum.






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