Livraria Cultura anuncia recuperação judicial

Depois de fechar a operação da Fnac e suas lojas no Rio de Janeiro, a livraria tem um prazo de seis meses para negociar suas dívidas com editoras, shoppings e fornecedores

A Livraria Cultura anunciou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (25). A varejista de livros vinha registrando queda crescente nas receitas e dívidas com editoras, administradoras de shoppings e outros fornecedores. Apesar desse cenário, o mercado editorial e o público da Cultura receberam com tristeza a notícia, já que é uma das livrarias mais tradicionais da cidade de São Paulo,  com dois pontos icônicos, um no Shopping Iguatemi e o outro, ainda mais emblemático, no Conjunto Nacional, na Av, Paulista. A Livraria Cultura foi fundada em 1947 por Eva Herz e hoje é comandada por seus filhos Pedro e Sergio Herz.

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No início deste mês de outubro, a livraria já havia anunciado o fechamento de duas unidades na cidade do Rio de Janeiro e o encerramento de suas atividades com ponto físico no mercado carioca, que passou a ser atendido só pela internet.

A empresa ganha um semestre para arrumar uma solução para as dívidas, que já superam a marca de seis meses de atraso só com as editoras, segundo matéria do jornal O Estado de São Paulo.

Mercado editorial

Em comunicado, a empresa afirma que o pedido de recuperação judicial foi necessário por conta da crise econômica que intensificou ainda mais a crise no mercado editorial, que encolheu 40% desde 2014. Só de débitos com bancos, a Livraria Cultura acumula R$ 70 milhões, segundo o jornal.

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Por que e como a Livraria Cultura comprou a Fnac?

A receita da empresa caiu de R$ 440 milhões em 2014 para R$ 360 milhões em 2016, último ano em que a empresa divulgou seus resultados. Desde então, estima-se que o faturamento teria caído quase 30%. Nos últimos quatro anos, a rede dispensou cerca de 40% de seus funcionários.

Em 2017, a Livraria Cultura fechou negócio com a Fnac e recebeu R$ 130 milhões da varejista francesa para tomar conta de sua operação no País. Com o aporte, a empresa tentou aliviar problemas financeiros e comprou o site de livros Estante Virtual. Neste ano, porém, a Fnac encerrou suas atividades no País.

A Saraiva, que passa por reestruturação, também tem sofrido com atrasos de pagamentos às editoras.

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