O cliente está no centro das decisões. O risco do cliente também

Money 20/20 enfoca o poder do consumidor que agora ocupa o centro das estratégias das empresas financeiras e do varejo

A consciência do consumidor dos EUA de seus histórico de crédito e pontuação em escores como o da FICO nunca foi maior. Se planejam comprar uma casa, um carro ou obter um financiamento educacional, milhões de consumidores sabem como gerenciar seu escore de crédito. Enquanto isso, o Brasil ainda patina para regulamentar efetivamente o cadastro positivo. O horizonte financeiro está em mudança o que vai colocar ainda mais poder nas mãos dos clientes, com implicações fundamentais no panorama do crédito e financiamento. Tanto nos EUA quanto no Brasil, um caminho baseado no controle de dados pelos consumidores criam um novo desafio competitivo para as lideranças das empresas do sistema financeiro, fintechs ou incumbentes.

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O Money 20/20 trouxe uma discussão sobre esse novo cenário do risco e do financiamento, para mostrar como obter maior interação com os clientes e como oferecer inovação que melhor atenda às necessidades do mercado e dos novos consumidores. Esse foi o ponto central do painel: “Novas fronteiras no escore de risco de crédito na era da centralidade do cliente”, que reuniu Will Lansing, CEO da Fico, Steve Smith, CEO da Finicity, Gregory Wright, Chief Product Officer e Vice-Presidente Sênior da Experian, Regis Hadiaris, Diretor Executivo da Rocket Mortgage.

“Se o cliente não estiver satisfeito ou se sentindo confortável com sua informação de crédito disponível na FICO, ele pode falar conosco para vermos como melhorar”. Foi dessa forma que Will Lansing, CEO da empresa, quis mostrar um novo posicionamento, mais amigável para o cliente. O mercado de crédito está em transformação e informação é essencial para responder de maneira qualificada a esse processo. Nesse contexto, surgem empresas como a Finicity, comandado por Steve Smith, uma plataforma inovadora que provê e compartilha informações e insights financeiros de consumidores (devidamente admitidas por eles) para o mercado, de modo a trazer maior confiança para todo o sistema.

Os mercados maduros estão a procura de novos modelos de escore e qualificação da capacidade de crédito dos consumidores. A base, notadamente, são os dados, e o Analytics funciona como um instrumento para mostrar mais claramente o potencial dos consumidores. Mas plataformas como a Fiinicity dão mais poder ao consumidor, que detém maior controle sobre como seus dados financeiros são avaliados, e em que termos podem ser utilizados para gerar maior competitividade em empréstimos e financiamentos. O fundamento é proporcionar melhor experiencias para o consumidor na sua busca por crédito, apoiando decisões melhores a partir de informação mais personalizada.

“É necessário reimaginar os serviços financeiros para realmente trazer benefícios consistentes para os clientes. Muitos consumidores americanos ainda estão machucados pelas experiencias negativas com suas hipotecas. E como até mesmo essa forma de financiamento, tão popular nos EUA, pode se tornar ainda mais amigável?”. Essa foi a provocação de Regis Hadiaris.

Na linha dessa inquietude que cerca o mercado dos EUA, é necessário trazer essa discussão para a realidade brasileira. É urgente motivar novas práticas de crédito para liberar maiores energias a serviço do consumo, na forma de recursos represados pela deficiência de informação do mercado. Mais do que o cadastro positivo, o mercado brasileiro precisa estimular o acesso de milhões de consumidores a serviços financeiros e atuar de modo efetivo para desenvolver uma sociedade de consumo avançada, com informação, respeito à privacidade e responsabilidade.






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