Humanizar os dados para inovar: a receita da Danone para permanecer relevante

Web Summit traz cases de grandes marcas que se reinventam para permanecerem líderes na era digital. Confira a estratégia da Danone

Como uma empresa de produtos de consumo tão diversificada quanto a Danone, de alcance global, que produz águas, iogurtes, alimentos funcionais, pôde promover uma mudança na maneira com que conduzem o negócio, interligando uma abordagem humana e o uso dos dados para reinventar sua proposta de valor?

Segundo Elaine Rodrigo, Chief Strategy and Insight Officer da Danone, a empresa teve de reimaginar a forma pela qual entendem seus consumidores. Mesmo no mundo digital, é preciso melhorar nos dados para obter os melhores insights sobre comportamento das pessoas. O approach foi encarar a temática de saúde como núcleo da estratégia para direcionar a inovação que fosse realmente centrada no cliente. O case da tradicional marca francesa foi mostrado em detalhes no painel “Data stories: using data to power a customer centric model”.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

O uso dos dados é essencial para identificar tendências, particularmente aquelas relativas à alimentação. Evidentemente que o assunto é relevante para a Danone. A gastronomia está repleta de termos impenetráveis que retiram do consumidor a simplicidade de apenas saborear um prato – alimentação bio-dinâmica, low carb, sem glúten, orgânica, paleolítica. Nada disso colabora com uma alimentação realmente saudável. Ao contrário, espalha mais confusão e dúvidas sobre o que pode ser alimentação saborosa e nutritiva. E Danone está atenta para essa inflação de modismos alimentares e pode oferecer respostas mais seguras para essas dúvidas.

Ainda assim, a Danone vem monitorando as diferentes tribos que se organizam em torno de hábitos e novas atitudes diante da alimentação. Dessa forma, a empresa usa os dados para compreender quais são os apelos mais relevantes para as diferentes tribos, e os reforça e enfatiza na comunicação.

Elisa explica que a empresa agora quer transformar dados em contos, em histórias que possam estabelecer conexões humanas e reais entre pessoas e também com a marca. “É importante perguntar o que as pessoas pensam sobre comida, sobre saúde. Utilizamos tecnologias de semiologia para entender e experimentar como as pessoas reagem diante de imagens. Criamos uma IA chamada EVA que nos ajuda a entender e decodificar milhares de fotos de comida publicadas no Instagram no mundo inteiro. Temos um dashboard que agrupa tribos, hashtags e os insights alimentares mais relevantes nos diferentes mercados”, destaca a executiva.

O case é impressionante, pois traz para a arena das indústrias de consumo uma abordagem mais qualificada do poder dos dados para aprimorar o relacionamento com os clientes e as experiências proporcionadas pelas marcas. Toda essa estratégia foi denominada #humanisedata – “humanize os dados” – e mostrou que as grandes marcas também podem se beneficiar da revolução digital para inovar. Nesse sentido, talvez as empresas incumbentes possam se preparar melhor para avançar sobre a capacidade de especialização de startups, que procuram transformar cada produto de uma empresa multimarca ou multisserviços em um negócio particular.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

Vídeos

VEJA MAIS

Revista Consumidor Moderno

VEJA MAIS