Valor das marcas na era digital: a força do ativo intangível

A gestão de marcas pode ser fator-chave de sucesso para o crescimento das empresas em um contexto digital? Ou as marcas vão perder, aos poucos, relevância?

Por: - 1 mês atrás

Uma marca é uma complexa quantidade de ativos, vários deles intangíveis, dentre eles seus clientes e consumidores. Marcas tradicionais se depararam com todas as barreiras de entrada em um novo mercado. Essa foi o insight de abertura da apresentação de Nigel Morris, Chief Strategy e Innovation Officer da Dentsu Aegis no Web Summit.

Segundo o publicitário, as marcas tentam criar ativos intangíveis, justamente pelo fato de terem um caráter emocional. Porque as marcas também apresentam e representam sua reputação. São um mix de criatividade, ideias, entendimento das necessidades humanas e colaboração cultural.

Exatamente por essas características que Morris entende que a importância assumida pelos dados é exagerada. “Temos que mudar de dados para insights e inteligência. Muito mais do que dados. Temos que entender e identificar o papel das marcas nas vidas das pessoas, de forma real”, defendeu.

“Temos que mudar de dados para insights e inteligência. Muito mais do que dados. Temos que entender e identificar o papel das marcas nas vidas das pessoas, de forma real”
Nigel Morris, Chief Strategy e Innovation Officer da Dentsu Aegis

Morris cita a marca Louis Vuitton ou LVMH como um exemplo. Ninguém entende melhor que eles o valor da marca na vida das pessoas. “É sempre válido questionar qual seria o propósito de sua marca? Por que você está no mercado? Marcas tem que ter relevância para as pessoas”, afirma.

O Chief Innovation Officer conclui sua reflexão sobre o poder das marcas, enfatizando que construí-las é um processo fluido, iterativo. É necessário entender o que importa para a população, as pessoas. E fazer diferente cada momento, cada experiência. A gestão de marca está ligado a reputação e credibilidade.

Uma perspectiva interessante em um mundo que é pautado pela certeza fria dos dados. Há espaço real para marcas triunfarem com base no que julgamos intangíveis? Ou os dados conseguem também emular e enquadrar mesmo os aspectos mais idiossincráticos do comportamento humano?