Startup utiliza neurociência para compreender o cérebro do consumidor

Pesquisadores cariocas desenvolveram metodologia de pesquisa pautada por imagens do cérebro das pessoas ao receberem o estímulo de consumo. Confira

Por: - 12 meses atrás

O enigma do comportamento do consumidor é visto como o mapa da mina dos anunciantes, de modo que os investimentos em pesquisas neste contexto tem sido cada vez maiores. Embora o neuromarketing não seja necessariamente uma novidade, existe um gap real de aprofundamento no Brasil que foi percebido pelos pesquisadores Billy Nascimento e Ana Souza, criadores da Forebrain. Trata-se de uma startup que desenvolve pesquisas de marketing a partir de técnicas de neurociência.

Em 2010, a empresa foi aprovada na seleção do Coppe, incubadora da UFRJ e, após assessorias necessárias para aprimoramento de processos, entraram no mercado com investimento inicial para a compra de equipamentos, além de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O propósito dos fundadores consiste em utilizar conhecimentos científicos para o desenvolvimento de análises mais precisas sobre a reação espontânea dos consumidores aos produtos e propagandas. Fugindo do método tradicional de realizar perguntas às pessoas, a empresa se pauta por imagens do cérebro no momento em que a mente recebe o estímulo do consumo.

Entre os dados analisados, está a experiência sensorial do uso de um produto e a reação espontânea ao visualizar uma imagem, por exemplo. “Com essa tecnologia, as pessoas não precisam mais parar para pensar no que gostam ou não”, comenta Ana.

Cases de sucesso

A metodologia entrou no radar de grandes empresas, de modo que a dupla já presta serviços sobre enfoque de campanhas para empresas gigantes como L’Oréal, Porto Seguro, Oi e Grupo o Boticário.

Em um caso específico, os clientes tinham certeza que o motivo de insucesso de determinado produto era a embalagem, porém, a análise neurocientífica revelou que a embalagem era um item bem avaliado. “Os dados são científicos, então fica mais fácil para as empresas criar uma estratégia”, explica Ana.