Há cinco anos, Jeff Bezos prometia envio de encomendas usando drones para 2018

Fundador da Amazon disse que pequenas entregas com drones seriam realidade até 2018. Apesar dos testes, falta de regulação tem atrapalhado a empresa

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3 de dezembro de 2018

Em dezembro de 2013, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, fez uma projeção otimista: a entrega por drones seria uma realidade em 2018.

Ao 60 Minutes – tradicional programa de entrevistas da rede norte-americana CBS -, Bezos disse (1’55”) que “em quatro ou cinco anos” os drones já entregariam pequenos pacotes. O próprio executivo classificou a previsão como otimista. No mês de vencimento da projeção do CEO da Amazon, vemos que superar os obstáculos regulatórios e as questões de segurança é um desafio até para o homem mais rico do mundo.

Amazon Prime Air

A Amazon diz que ainda está avançando com os planos de usar drones para entregas rápidas, embora a empresa esteja evitando prazos fixos. No site dedicado ao projeto “Amazon Prime Air”, a empresa diz que “um dia, ver os veículos Prime Air será tão normal quanto ver caminhões em rodovias”.

O programa da gigante varejista já fez algumas entregas. Há dois anos, no dia 7 de dezembro de 2016, a empresa realizou a primeira entrega com um drone. O pedido demorou 13 minutos para chegar até a casa de um consumidor em Cambridge, na Inglaterra.

A promessa é que os drones da marca façam entregas de até 2,2 kg. Cinco países receberam centros de desenvolvimento do programa Prime Air: Estados Unidos, Inglaterra, Austria, França e Israel. A promessa é que, quando os drones finalmente decolarem para entregar os pacotes para os consumidores, todo o processo seja concluído em 30 minutos ou até menos.

Sistema operacional do Drone da Amazon durante voo / Crédito: Divulgação

A Amazon está testando designs diferentes de drones. Alguns mais rápidos e outros podem voar mais alto. As aeronaves conseguem desviar de obstáculos no chão e no ar. Para receber os pacotes, os consumidores precisam delimitar uma área de pouso para o drone em suas propriedades.

Para cumprir a promessa de realizar entregas em menos de meia hora, a Amazon participa de um debate sobre a regulação da atividade. A necessidade de ter uma área de pouso para drone nas residências acendeu uma discussão sobre privacidade. “Estamos trabalhando com órgãos reguladores e a indústria para criar um sistema de gestão de tráfego aéreo que vai reconhecer quais drones decolaram e a quem eles pertencem”, diz a empresa.

Enquanto as regras estão sendo escritas, as empresas contam com isenções da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos).




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