Banco Central autoriza primeira fintech a conceder crédito com recursos próprios

Iniciativa deve fomentar a inovação no mercado e ampliar a concorrência entre as instituições que atuam no setor financeiro brasileiro

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10 de dezembro de 2018

As fintechs seguem ganhando espaço no sistema financeiro nacional. Com forte presença nos meios de pagamento eletrônicos, elas partem agora para a disputa no mercado de concessão de crédito. Na última semana, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou resolução autorizando uma empresa de inovação financeira a atuar como Sociedade de Crédito Direto (SCD).

A autorização foi dada para a QI Tech, localizada em São Paulo, que poderá, a partir de agora, oferecer linhas de crédito tendo como lastro recursos próprios, ou seja, sem a necessidade de uma segunda instituição financeira como garantidora da operação.

Na avaliação dos diretores da QI, o aval dado pelo BC dará mais agilidade às operações realizadas pelas startups do setor financeiro. Concessões que antes levavam até 30 dias pare serem estruturadas passarão a ser liberadas em um único dia.

Hoje, a QI Tech conta com um capital social avaliado em R$ 2 milhões. Além das operações com pessoas físicas, a fintech buscará atrair pequenas e médias empresas, que hoje só podem recorrer aos bancos de varejo.
No modelo SCD, a startup pode, além de atuar com recursos próprios, repassar sua carteira para outras instituições financeiras, gestoras e securitizadoras. Tudo por meio de plataformas eletrônicas.

Para o corpo técnico do Banco Central, a nova regulamentação, que também autoriza as startups a funcionarem como uma Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), cuja função é intermediar operações entre credores e devedores, dará mais agilidade ao mercado financeiro nacional, fomentará a inovação no setor e ampliará a concorrência.
As resoluções que orientam as mudanças foram publicadas em abril deste ano. O BC informa que outras 11 fintechs aguardam autorização para entrarem no mercado de crédito com recursos próprios, nas duas modalidades criadas.

Leia mais: Como será o futuro das fintechs brasileiras e da América Latina 




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