Nubank deve atender demanda antiga de clientes com função de débito

Após aval do Banco Central, fintech também passa a permitir saques. Taxa por operação será de R$ 6,50. Serviços serão testados por 10 mil clientes

Por: - 5 meses atrás

As fintechs financeiras decidiram disputar abertamente o mercado com os bancos tradicionais. O Nubank, startup que opera no país desde 2013, anunciou ontem que passará a oferecer a função débito para os cartões de clientes da Nuconta. A possibilidade de pagamento além da função crédito, segundo os executivos da empresa, era a principal demanda dos clientes.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

A mudança foi autorizada pelo Banco Central (BC). Desde janeiro deste ano, o BC já havia dado aval para a fintech funcionar como uma instituição financeira regular, ou seja, oferecendo serviços que hoje são encontrados nos bancos de varejo.

Além da função débito, o cartão da Nuconta permitirá saques em terminais do Banco24horas. Cada operação terá uma taxa de R$ 6,50. De acordo com Cristina Junqueira, vice-presidente da startup, o montante representa o valor cobrado pela administradora dos caixas eletrônicos. O Nubank, explicou a executiva, optou por repassar o valor integralmente e, dessa forma, evitar a adoção de tarifas sobre os correntistas. Não haverá limite de saques.

A opção débito já aparecia para clientes com cartão contactless desde outubro. No entanto, ao tentarem realizar uma operação, eles recebiam uma mensagem informando que a modalidade estaria disponível em breve. Inicialmente, as duas novas opções serão oferecidas a 10 mil clientes, que irão testá-las. Estarão nessa lista aqueles correntistas com cartão contactless. Após esse período de avaliação, a fintech diz que irá estender os serviços para os 2,5 milhões de clientes de sua carteira. A empreitada deve ser concluída no final do primeiro trimestre de 2019.

Segundo os executivos do Nubank, os serviços anunciados têm como objetivo captar clientes com necessidades simples. A avaliação feita é que, neste momento, o débito e o saque terão maior força de atração do que a oferta de produtos como crédito imobiliário ou outras modelagens de investimentos. O alvo da startup são os cerca de 80 milhões de brasileiros que não possuem vínculo com nenhuma instituição financeira. Ou seja, a empresa busca ser a porta de entrada para a bancarização e o acesso aos meios eletrônicos de pagamento.