Índice de confiança do brasileiro na tecnologia recua 10% no segundo semestre

Indicador de Confiança Digital (ICD), divulgado por professor da Fundação Getúlio Vargas, detalha que eleição trouxe receio ao brasileiro

Por: - 11 meses atrás

Embora esteja completamente adaptado ao uso de smartphones para comunicação e informação, o brasileiro se mostrou cauteloso no período pós eleições. É o que mostra o Indicador de Confiança Digital (ICD), levantamento contínuo que afere a perspectiva do brasileiro frente a mudanças políticas, sociais, econômicas, ambientais ou tecnológicas. A segunda versão do estudo apresentou uma queda de quase 10% em seu desempenho, de modo que foi de 3,9 para 3,4 em escala que vai até 5.

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A polarização das eleições presidenciais é uma das razões trazidas pelos entrevistados para esse recuo. “Esse cenário de extrema polarização inundou a internet de conteúdo sobre o tema. Entre ideias, ataques e mentiras, o assunto foi pauta de inúmeras conversas pessoais além dos grupos de amigos e família no Facebook e WhastApp. As pessoas ficaram esgotadas”, explica André Miceli, Coordenador do MBA de Marketing Digital da FGV e responsável pela pesquisa.

O levantamento mediu a opinião dos brasileiros sobre a tecnologia por meio de avaliação de sete afirmações. “Agora os ânimos estão mais calmos, mas isso deve mudar. Com a posse do presidente eleito, o tema deve ressurgir durante os primeiros 100 dias de governo e a oposição apontará qualquer falha, incoerência ou agendas que não concorda – o que é normal. Mas, dessa vez, a discussão deverá ser menos intensa, teremos uma manifestação menor do que nas eleições. Por isso, não será uma surpresa se o índice subir”, acrescenta Miceli.

O segundo levantamento do ICD vai permitir identificar quais são os comportamentos padrões e, também, as sazonalidades. Na amostragem, os jovens – com idade de 13 a 17 anos -, foram os mais otimistas. Esse grupo possui uma questão antagônica: embora sejam consumidores assíduos de tecnologia, com o melhor desempenho na persunta “a internet me ajuda a relaxar”, apresentam, por outro lado, o pior desempenho ao serem questionados se a tecnologia vai gerar novos empregos.

Perspectiva

A sequência da pesquisa revelou que o brasileiro, de mofo geral, se mostra otimista quando o tema é internet e tecnologia. A pesquisa coleta dados há um ano e já contou com milhares de respondentes de todas as idades e regiões do Brasil. Curiosamente, quase 90% dos entrevistados concordam parcial ou totalmente com a afirmação “espero sempre o melhor da tecnologia.

Outra tendência que a pesquisa detectou é o otimismo entre o grupo acima de 65 anos. Essa faixa apresentou os resultados mais altos em três dos sete indicadores do levantamento.