Executivo da Grand Thorton faz projeções sobre o mercado global em 2019

Daniel Maranhão, Managing Partner da GrandThorton, explica como as tendências globais devem chegar no mercado brasileiro. Entenda

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No mês de dezembro, a Grand Thorton promoveu o Trendwatching, em São Paulo, com proposta de mapear quais são as engrenagens que devem conduzir a dinâmica de inovação nos negócios em 2019. Neste contexto, a empresa conduziu um estudo com projeções para empresas de Middle Market – grupo que corresponde a instituições de médio porte com valor entre US$ 20 milhões e US$ 2 bilhões – sobre o cenário de 2019.

No Brasil, a tendência no período entre 2018 e 2022 é que essas empresas cresçam em ritmo mais acelerado do que empresas globais. Em média, o crescimento deve ser de 3.8% a 4% ao ano, enquanto uma empresa global deve seguir uma média de 3%. A Consumidor Moderno conversou com Daniel Maranhão, Managing Partner da Grand Thorton, que contou detalhes sobre a conjuntura dos negócios para os próximos anos.

Confira:

Consumidor Moderno: Por que essas empresas (Middle Market) devem crescer mais que as outras?

Daniel Maranhão: São alguns pontos. O crescimento vai vir, principalmente, por uma questão de utilização de tecnologia seja de arquivo de dados, nuvem, mobile, realidade aumentada… Essas ferramentas devem afetar fortemente as empresas que chamamos de Middle Market, que terão, aos poucos, cada vez mais acesso por uma questão de redução de preços. Isso é uma tendência que eleva o crescimento, porque quando você possui mais tecnologia, não é apenas ela em si mesma, existe também a questão de adaptabilidade do ponto de vista de sua implementação, mudança de cultura em relação a essas tecnologias. Essa flexibilidade no processo de adaptação é um item que leva a esse crescimento maior.

CM: Temos outros exemplos de ferramentas que favorecem esse crescimento?

DM: A própria questão da utilização de nuvem, como por exemplo a estrutura de backoffice. Uma empresa menor consegue ser muito mais ágil em termos de fazer girar a automatização de processos. Ela consegue ter uma redução de custos e alavancar o crescimento, consequentemente.

CM: As empresas que oferecem soluções possuem um horizonte positivo?

DM: Há tanto lado das empresas que oferecem como como as empresas que estão recebendo esse tipo de tecnologia. Quando falamos de maneira geral, ela pega o impacto geral das empresas de Middle Market no todo: tanto as que estão oferecendo – que devem ser as empresas com maior crescimento global e também no Brasil (tecnologia, mídia, telecomunicações). Contudo, as empresas que fazem uso dessa tecnologia devem ter um benefício maior em relação a outras corporações. Por quê? Questão de usabilidade de adaptabilidade.

CM: Quais devem ser os benefícios dessas mudanças?

DM: Conforme as empresas começam a crescer mais, começam a ter mais caixa para investir seja na otimização de ser produtos ou na expansão internacional. Outro ponto são os fundos de investimentos, onde 95% das empresas de Middle Market devem ter algum tipo de fundo investindo em suas ações, o que leva a essa possibilidade financeira de expansão.

CM: Como o mercado deve se comportar nesse momento de transição? Como o Brasil deve entrar nesse contexto?

DM: O mercado vai se mover por economias que estejam estáveis, com um mercado de consumo maior. O Brasil se insere nesse cenário de receber custos internacionais principalmente dessas empresas Middle Market ou fundo de investimentos. Então, o fundo com certeza deve investir nessas empresas e também temos as companhias internacionais desse grupo que já estão no Brasil. Sem contar o fator político em que, se a estabilidade se confirmar, o Brasil é um mercado emergente que todas as empresas vão estar de olho.

CM: Quais são os principais segmentos no Brasil que devem se beneficiar com isso?

DM: Seguindo a tendência global, telecomunicações, mídia, tecnologia e principalmente indústria. No Brasil, a perspectiva de crescimento de indústria na média anual é de 3.8%. São perspectivas muito boas.




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