Os 9 direitos dos donos dos dados, segundo a LGPD

Pouca gente sabe, mas a lei geral de proteção de dados criou regras para o uso de dados pessoais nas empresas e governo. Veja quais são eles:

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Aprovada em agosto do ano passado, a Lei Geral de Proteção de Dados surgiu para empoderar as pessoas quanto a origem, destino e até mesmo o futuro de suas informações pessoais. Em linhas gerais, a ideia é que nenhuma empresa ou governo poderá utilizar os seus dados, sejam eles pessoais ou sensíveis (informações médicas, convicções religiosas e políticas), sem a sua autorização expressa. Evidentemente que existem exceções, mas isso é assunto para uma outra hora.

Para entender melhor esses direitos, a Consumidor Moderno separou os principais direitos incluídos na Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, e começam a valer de fato em agosto de 2.020. As informações estão presentes em uma cartilha produzida pela Daniel Advogados, escritório especializado em propriedade intelectual.

Confirmação e Acesso aos Dados

O dono tem o direito de confirmação da existência de tratamento e, por consequência, acessar todos os seus dados pessoais que estão sendo coletados e tratados pelo controlador.

Retificação

Os titulares tem o direito de corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados.

Restrição de tratamento

Os titulares possuem o direito de restringir o tratamento de dados pessoais, por meio da recusa em fornecer o consentimento.

Cancelamento ou Exclusão

O dono tem o direito de pedir o cancelamento ou exclusão de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a LGPD.

Portabilidade

O titular tem o direito de transferir os seus dados pessoais de um controlador para outro.

Revogação de Consentimento

o titular dos dados pode revogar a autorização para o tratamento de seus dados pessoais a qualquer momento, bastando uma manifestação expressa, por procedimento gratuito e facilitado.

Oposição

O dono tem o direito de se opor a quaisquer tratamentos e informações que não estejam em conformidade com a lei, assim como as decisões automatizadas que afetem seus interesses, como decisões destinadas a definir seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua personalidade.

Explicação

O titular dos dados tem direito a receber informações claras e adequadas a respeito dos critérios e dos procedimentos utilizados pelo controlador para a tomada de decisão com base em tratamento automatizado de dados pessoais.

Direito à informação

O titular tem o direito de receber informações sobre as entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados.