Estudo indica que redução de uso do Facebook torna as pessoas mais felizes

Estudo realizado por pesquisadores das universidades de Nova York e Stanford revela que usuários de desativaram suas contas se mostraram mais felizes após período sem uso.

Por: - 3 meses atrás

A hiper-conectividade nas redes sociais trouxe efeitos colaterais em muitos usuários. De acordo com pesquisa da agência We Are Social, o brasileiro passa aproximadamente 9 horas por dia conectado na internet, de modo que grande parte desse tempo ocorre em redes sociais. Contudo, diminuir o uso dessas plataformas pode tornar as pessoas mais felizes.

Neste contexto, estudo realizado por pesquisadores das universidades de Nova York e Stanford fez um mapeamento sobre a reação de pessoas que ficaram um mês sem utilizar o Facebook. O que os especialistas constataram é que a redução do uso trouxe melhorias relacionadas ao bem-estar dos usuários.

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A metodologia contou com 2.844 usuários que tinham o hábito de utilizar a rede social durante uma hora por dia. Os usuários foram separados em dois grupos: os que desativaram e os que não desativaram suas contas de forma temporária. Durante o mês de experiência, os participantes forneceram informações sobre ansiedade, solidão e felicidade, de modo que eles não poderiam acessar o feed de notícias.

A conclusão da pesquisa foi de que o grupo que desativou o perfil na rede social apresentou mais satisfação e felicidade com a vida, de maneira que a ansiedade também diminuiu. Vale destacar que o distanciamento também fez com que o uso de outras redes sociais também diminuísse.

“A desativação melhorou o bem-estar subjetivo e também é consistente com hipóteses de que o Facebook é viciante […] ou de que as pessoas perceberam que aproveitam a vida sem o Facebook mais do que esperavam”, destacaram os pesquisadores.

No tempo em que não estavam acessando o Facebook, os participantes dedicaram mais tempo a amigos e família, por exemplo. A  pesquisa foi realizada poucos meses antes das últimas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro de 2018. O levantamento destaca que, embora tenham consumido menos notícias, os participantes que abandonaram a rede social mostraram poucos sinais de polarização.