Inteligência Artificial impõe novos rumos em operações de instituições financeiras

Levantamento elaborado pela Deloitte e World Economic Forum traz novos rumos nos modelos operacionais em instituições financeiras. Confira os principais insights

Por: - 3 meses atrás

A Inteligência Artificial abriu horizontes em diferentes setores da economia, o que inclui empresas do ramo financeiro. Esse panorama foi amplamente analisado no relatório “A Nova Física dos Serviços Financeiros”, lançado pela Deloitte em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF). O levantamento traz insumos sobre como o uso de Inteligência Artificial modificou a relação de empresas com todos os seus stakeholders.

Os principais agentes do segmento já começam a observar que a Inteligência Artificial já trouxe significativa eficiência de processos, de modo que esse panorama também contribui para maior competitividade. “No futuro, as instituições financeiras serão construídas com base nos dados e na capacidade de alavancar esses dados. Novos modelos de negócio estão emergindo, nos quais o compartilhamento de dados é fundamental para o sucesso competitivo e os primeiros a fazerem esse uso se diferenciarão, oferecendo melhores serviços, por meio de uma presença constante e customizações”, explica Sergio Biagini, sócio-líder da indústria de Serviços Financeiros da Deloitte.

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Levantamento elaborado pela Deloitte e World Economic Forum traz novos rumos nos modelos operacionais em instituições financeiras. Confira os principais insights:

• Centros de lucro x Centros de custo – As organizações devem transformar o fluxo de operações em back-office com o uso de Inteligência Artificial. Essa prática deve otimizar processos e reduzir custos.

• Novas possibilidades para a fidelização do consumidor – O uso de IA permitiu a criação de novas estratégias para ampliar as possibilidades do consumidor. Nessa nova etapa, é possível recomendar e aconselhar consumidores, de modo que é possível aprofundar os vínculos e oferecer respostas mais assertivas.

• Autonomia no setor financeiro – A maioria das experiências do consumidor serão pautadas em Inteligência Artificial de forma ainda mais intensa. Essa prática deve oferecer melhor controle de gastos e, consequentemente, melhorar seus resultados financeiros. A tendência de consulta personalizada deve ganhar ainda mais espaço nessa dinâmica, de modo que dados e algoritmos devem ganhar espaço.

• Soluções coletivas para problemas compartilhados – Enquanto a IA apresenta mais possibilidades de competição, também, por meio do compartilhamento de dados, demonstra-se um forte mecanismo para apoiar outras atividades dentro das empresas. Um dos fatores nos quais a IA auxilia as companhias é na prevenção de fraudes. As soluções por meio de análise de dados compartilhados aumentam a precisão e o desempenho na busca por segurança do sistema financeiro.

• Divisão da estrutura de mercado – Como a IA reduz os custos de P&D, as empresas serão impulsionadas aos extremos dos mercados, com o objetivo de ampliar os retornos para os grandes players e também criar novas oportunidades para os pequenos, que representam nichos específicos e que possuem características mais inovadoras.

• Complexa alianças de dados – Em um ecossistema onde todas as instituições estão disputando a diversidade de dados, a gestão de parcerias com outros players e potenciais concorrentes será fundamental, apesar de repleta de desafios estratégicos e operacionais.

• O poder dos reguladores – As regulamentações que regem a privacidade e a portabilidade dos dados moldarão a capacidade das instituições de implementar a IA tornando-se tão importante quanto as regulamentações tradicionais para o posicionamento competitivo das empresas.

• Adaptação de estratégias de talentos – A transformação de talentos será o item mais desafiador na implementação da inteligência artificial nas instituições, colocando em risco o posicionamento competitivo das empresas que falharem nesse processo de transição.

• Novos dilemas éticos – A IA exigirá uma avaliação conjunta de princípios e técnicas de supervisão para abordar as questões éticas e as incertezas regulatórias que estão impedindo as companhias de adotarem as capacidades de inteligência artificial.