Rede de hotéis treina funcionários para identificar sinais de tráfico de pessoas

Metodologia que inclui treinamento online e presencial treinou 500 mil funcionários da rede a identificarem situações suspeitas. Entenda

Por: - 6 meses atrás

A rede americana de hotéis Marriott entrou de cabeça no combate ao tráfico de pessoas. A organização realizou treinamento com 500 mil funcionários sobre o reconhecimento de sinais que podem indicar essa prática ainda muito comum no mundo todo. O formato do programa incluiu treinamento online e presencial e está disponível em 16 idiomas. A ação contempla diferentes hierarquias, como atendentes, garçons e faxineiros. De acordo com o hotel, desde o início da iniciativa, em 2017, diversos casos dessa natureza foram evitados.

“O tráfico humano é uma forma horrível de escravidão moderna que aprisiona milhões de pessoas em todo o mundo”, disse Arne Sorenson , presidente e diretor executivo da Marriott International. “Ao educar e capacitar nossa força de trabalho global para dizer algo se eles virem algo, não estamos apenas defendendo os mais vulneráveis ​​da sociedade, estamos também protegendo os associados e os hóspedes, além de vivermos com um valor essencial para a empresa – servindo aos nossos funcionários”, complementou. 

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

Fevereiro é mês de prevenção ao tráfico de seres humanos e escravidão nos Estados Unidos, de modo que a ação da marca conseguiu resultados práticos com os treinamentos. Para David Roduiguez, Diretor Global de Recursos Humanos da rede hoteleira, é necessário reforçar ações deste tipo. “Infelizmente, os hotéis podem ser locais indesejáveis ​​para esse crime inconcebível – e como uma empresa hoteleira global que se preocupa com os direitos humanos, temos orgulho de treinar funcionários de hotéis em todo o sistema do Marriott para identificar os sinais”, afirma.

Treinamento resultou em resgates

Desde que o programa foi lançado, o treinamento apresentou resultados significativo na identificação e remoção de jovens em situações perigosas. O desenvolvimento do programa envolveu um ano de colaboração de duas organizações sem fins lucrativos que atuam no combate ao tráfico de pessoas, a ECPAT e a Polaris. 

De acordo com a International Labour Organization, mais de 40 milhões de pessoas são submetidas à esse formato de “escravidão moderna”, de maneira que a UNICEF estima que cerca de 25% do tráfico global envolva crianças.

Alguns exemplos que podem evidenciar o tráfico de pessoas que foram levantados pela metodologia da rede: