Autoridades britânicas afirmam que Facebook quebrou regras e deve ser regulado

Rede social de Mark Zuckerberg e outras gigantes de tecnologia estão na mira de relatório britânico. Criação de órgão regulador é discutida

Por: - 8 meses atrás

Parlamentares britânicos se pronunciaram nesta segunda-feira, 18, sobre mais uma possível fraude do Facebook. De acordo com as autoridades, a rede social teria violado as leis de privacidade e concorrência de dados no âmbito internacional. Como alternativa, a empresa deve responder, bem como outras gigantes de tecnologia, a um novo regulador.

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O Comitê Digital do país divulgou um relatório condenatório que indica que as empresas de tecnologia não demonstraram agilidade para interromper o fluxo de conteúdos prejudiciais em seus canais. O conjunto de más práticas incluem desinformação, tentativas de influência em eleições e colocar os dados pessoais de usuários em risco.

De acordo com Damian Collins, presidente do comitê, será necessário alterar a atual dinâmica de dados para essas instituições. “Precisamos de uma mudança radical no equilíbrio de poder entre as plataformas e as pessoas”, disse a autoridade.

Ainda de acordo com o relatório, as redes sociais devem assumir responsabilidades pela publicação de conteúdos nocivos em seus canais. “Entre as inúmeras postagens de festas e fotografias de férias, pessoas mal-intencionados usam o Facebook para ameaçar e molestar outras tantas, para publicar pornografia vingativa, para disseminar discursos de ódio e propaganda de todos os tipos, bem como para influenciar eleições e processos democráticos”, alerta o relatório.

Collins, que está à frente da investigação contra a rede social há 18 meses, destaca que três ameaças foram detectadas no processo de investigações. “A democracia está em risco devido à segmentação maliciosa e implacável contra cidadãos desinformados e ‘anúncios obscuros’ personalizados através de fontes não identificáveis, entregues pelas principais plataformas de mídia social que as pessoas usam todos os dias”, acrescentou.

Se as medidas propostas forem implantadas, as empresas deste segmento terão de se adequar a um Código de Ética Obrigatório que será supervisionado por um órgão regulador de maneira independente. O órgão deve ter acesso a todas as informações que possam ser relevantes, incluindo algoritmos e mecanismos de segurança.