Apple parou de inovar?

A revista Fast Company divulgou o estudo “50 empresas mais inovadoras”. Primeira colocada no ano passado, a Apple despencou para a 17º posição. Confira o motivo

Por: - 2 meses atrás

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Inovadora é um dos adjetivos que normalmente definem a Apple. Na década de 1990, a empresa lançou Macintoshs e pouco depois o iPod Por fim, nos anos 2000, veio o iPhone. Mas, ao que tudo indica, isso começou a mudar.

Uma das publicações que se acostumou a exaltar esse lado disruptivo, como adoram dizer os publicitários, é a revista norte-americana Fast Company – famosa por falar sobre negócios, tecnologia e inovação.

A revista acaba de divulgar os resultados da edição 2019 do estudo “50 empresas mais inovadoras”. No ano passado, a Apple foi a primeira colocada do levantamento, motivado pelas inclusões da tecnologia Face ID (reconhecimento facial nos smartphones) e das funções médicas no Apple Watch. Em 2019, o jogo mudou. Este ano, a empresa da maçã despencou para a 17ª colocação.

O motivo? Apesar da inclusão de um novo processador, o chamado A12 Bionic, um componente capaz de entregar um desempenho melhor do aparelho, inclusive com mais velocidade e menor consumo de energia, a empresa simplesmente parou por aí. A surpresa ficou para duas empresas pouco conhecidas.

Asiáticas em primeiro 

Os dois primeiros colocados são empresas asiáticas. O vencedor foi a Meituan Dianping, uma plataforma chinesa que agiliza a reserva e a entrega de serviços de alimentação, hotelaria, cinema, entre outros. Ela gerou nada menos do que 27,7 bilhões de transações — o equivalente a US$ 33,8 bilhões — para 350 milhões de pessoas em 2,8 mil cidades.

A segunda posição ficou com a Grab, de Cingapura. Ele funciona como um Uber, porém mais robusto e com mais serviços. Por meio da plataforma, é possível realizar entregas de alimentos, reservas de viagens, serviços financeiros, entre outros. Hoje, tem um aspecto semelhante ao WeChat, que nasceu como mensageiro e se tornou meio de pagamento, plataforma de relacionamento, e-commerce, entre outras coisas. Atualmente, o Grab conta com 130 milhões de usuários ativos e gerou mais de US$ 1 bilhão em receita em 2018.

No Top 5 estão ainda a NBA, que melhorou a transmissão de jogos em streaming e implementou sua liga de eSports com o game NBA 2K League; e a Walt Disney Company, que remodelou seus serviços para entrar no mercado atualmente dominado pela Netflix. A lista completa está no site da Fast Company.