A evolução que reinaugurou o modelo de venda de assinaturas: Dollar Shave Club

Há 8 anos, Novarejo foi a pioneira ao revelar o surgimento de uma startup que prometia bagunçar o mercado de produtos de consumo. Hoje, Dollar Shave Club é o modelo a ser seguido. Entenda

Por: - 7 meses atrás

Não é de hoje Dollar Shave Club é notícia no mundo doo varejo. Quando a empresa nasceu, há 8 anos, foi recebida com ceticismo. Venda de lâminas de barbear por meio de assinaturas? Não fazia nenhum sentido. Pois bem, o empreendimento criado por Michael Dublin não só mostrou fazer sentido, como permitiu à empresa ser adquirida pela gigante Unilever por cerca de US$ 1 bilhão em 2016.

Zia Daniel Widger, Chief Content Officer do Shoptalk, conversou com Michael Dublin, o fundador e CEO do Dollar Shave Club no Shoptalk. Em pauta, a evolução da ex-startup, o caminho que ela desbravou ao mostrar que os clientes querem sim modelos de assinatura, eliminando a ida recorrente às lojas para compras cotidianas, combinadas com serviços, personalização e curadoria. Michael falou sobre seu relacionamento com a Unilever, que lhe dá liberdade e praticamente resume a prestação de contas às reuniões trimestrais.

“Nossa missão é ajudar as pessoas a tomarem conta e terem cuidado com seu corpo e mente. Vendemos muita coisa para os assinantes e completamos as ofertas com conteúdo relevante”, comenta Dublin. A empresa vem se expandindo, atingindo novas categorias, mais especializadas para oferecer toda sorte de produtos voltados para homens. Dublin destaca que Dollar Shave aprende muito com seus clientes, e nesse sentido, o modelo de assinatura permite à empresa entregar maior valor, na forma de conteúdo, mais benefícios e mais serviços que facilitam aos clientes a extraírem o máximo potencial dos produtos vendidos na plataforma.

“Queremos realmente entender quem é o cliente, sua idade, onde mora, como vive, simplificar sua vida e criar novos apelos que tornem a marca relevante continuamente. O modelo de negócio evoluiu ao ponto de tornar muito simples aos membros se comunicarem conosco”. Essa comunicação evoluiu ao ponto da empresa celebrar todas as formas de ser homem, inclusive aquelas que os homens desconfiam ser possível.

Vejam o filme abaixo:

A marca quer sempre oferecer algo que tenha significado, que seja original e que fale com homens de verdade, com seus vícios, cacoetes, preferências, orientações, sem preconceitos e sem verdades absolutas. Dollar Shave club derrubou as paredes que existiam na intimidade dos homens e provocou reações entusiasmadas sobre essa nova, digamos, visão do “ser masculino”.

A marca caiu no gosto do millennials, implodindo conceitos e complexos que sempre impactaram os homens em sua evolução histórica. Como se sabe, millennials são aqueles que podem muito passar uma sexta-feira à noite montando Legos ou vendo maratonas na Netflix.

Diante da ascensão de modelos amigáveis e irreverentes como o Dollar Shave Club, a velha imagem do homem “apolíneo” de rosto quadrado e sorriso platinado que ilustrou comerciais de lâminas de barbear por décadas perdeu sentido. O conteúdo original da marca comandada e criada por Michael Dubin, conquistou engajamento inédito e jamais pensado por marcas incumbentes.