Aumenta o percentual de brasileiros que reclamam seus direitos nas compras

Levantamento ouviu mais de mil consumidores e buscou saber se os mesmos conhecem e fazem valer os seus direitos previstos nesse conjunto de normas que tem como objetivo protegê-los

Por: - 2 meses atrás

O conceito de pós-consumidor começa a se refletir em números. Pesquisa realizada pela Boa Vista, em ocasião do Dia Mundial do Consumidor, revela que o percentual de consumidores que afirmam reclamar sempre ou na maioria das vezes aumentou seis pontos percentuais em comparação com o ano passado. O levantamento constou que 67% dos consumidores sempre, ou na maioria das vezes, contestam quando encontram problemas relacionados a sua experiência de compra. Na última edição, esse número era de 61%, enquanto em 2017 era de apenas 57%.

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Neste contexto, é possível observar que nos últimos três anos o número cresceu 10% nos últimos dez anos. Segundo Pablo Nemirovsky, superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista, o crescimento nesse percentual sinaliza o amadurecimento do consumidor brasileiro, que tem buscado cada vez mais informações sobre seus direitos no que se refere ao consumo.

De acordo com a mesma pesquisa, 21% dos entrevistados disseram que reclamam apenas em alguns casos e 12% relataram que nunca reclamam. Outro dado interessante da série é que 61% dos consumidores afirmaram conhecer o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e deste montante, 65% destacaram que já o consultaram em algum momento para entender mais sobre seus direitos.

Realizada com pouco mais de mil consumidores, a pesquisa foi desenvolvida entre os dias 13 e 2 de fevereiro. A leitura dos resultados deve considerar 3% de margem de erro e grau de confiança de 95%.

Sobre o Dia Mundial do Consumidor

A data é celebrada em 15 de março e marca a primeira manifestação de uma personalidade política na defesa dos consumidores, feita em 1962 pelo então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy no Congresso americano. Em sua fala, Kennedy afirmou que são direitos básicos do consumidor a sefurança, a informação e a escolha, além de precisar ser ouvido. No Brasil, as palavras de Kennedy foram reforçadas com a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, coincidentemente no mês de março. São 28 anos (comemora-se no dia 11/3) da vigência da lei que garantiu a consumidores e fornecedores direitos e deveres.