Além do app: como o Waze pretende impactar a mobilidade em 2019

Com bom trânsito entre empresas e órgãos governamentais, plataforma inicia movimento de expansão de seu core. Veja as novidades de 2019

Por: - 6 meses atrás

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O tempo é um bem raro nas locomoções pelas grandes cidades. O Waze, plataforma de navegação colaborativa que devolve minutos ao motorista traçando rotas com menos trânsito em seu caminho, quer ir além. Comprado pelo Google em 2013, o aplicativo pretende participar ainda mais da jornada do consumidor em seus trajetos de locomoção. Na manhã desta segunda (15), executivos da empresa apresentaram ações para expandir ainda mais o mindset da empresa.

Um panorama atual

Presente em mais de 185 países, o Waze já conta com uma rede de 115 milhões de usuários no mundo todo. Traduzido em mais de 50 idiomas, o aplicativo tem apenas no Brasil mais de 14 milhões de usuários –  o país é o principal mercado da empresa na América Latina. A maior parte desses users está concentrada nas duas principais cidades: São Paulo aparece com 4,5 milhões e Rio de Janeiro com 1,7 milhões.

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“Muitas tendências estão em curso na área de mobilidade. Há um ano e meio ninguém falaria que os patinetes ocupariam a (Avenida) Faria Lima, por exemplo”, comenta Leandro Espósito, Country Manager da Waze para Brasil.

Conexões

Focada em se consolidar como um ecossistema de mobilidade, a empresa já conta com uma rede de serviços que abrange diferentes pontas do consumo: aplicativo, uma comunidade de 30 mil editores de mapa distribuídos pelo mundo, o Waze Carpool (modalidade de compartilhamento de caronas) e parcerias com veículos de comunicação (Broadcasters).

Janela aberta ao consumo

De acordo com dados da empresa, 20% dos destinos de navegação estão relacionados a estabelecimentos comerciais. Shopping Centers, Restaurantes e Supermercados aparecem como os mais ativados no navegador. Diante desse contexto, a empresa entende que existe uma grande oportunidade aos comércios.

Sob o conceito de Destination Marketing, a companhia concentra esforços na construção de novos modelos de anúncio no canal. O mais conhecido pelos consumidores é a ativação de comércios patrocinados e inserção do logo das empresas no mapa de navegação.

“Do ponto de vista desse ecossistema, as marcas ocupam um papel fundamental. Temos um case tangível relacionado ao Bradesco Seguros, por exemplo, onde o motorista consegue solicitar um guincho caso ocorra algum imprevisto já dentro do nosso aplicativo”, explica Leandro.

Potencial com PMEs

De acordo com dados do Sebrae, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 23% do PIB brasileiro. Um dos gargalos desse grupo é que digitalmente eles ainda não são engajados. A plataforma apostou em uma saída que pretende contemplar esse público. Trata-se do Waze Local, aplicação desenvolvida especialmente para PMEs.  A plataforma apresenta formato self-service e tem proposta de orçamento flexível (R$ 8 por dia). O objetivo da empresa é contribuir com seus anunciantes entregando tráfego físico aos seus endereços.

O futuro é coletivo

Uma das teorias do empreendedor Elon Musk é que, em 20 anos, carros não autônomos serão semelhantes a cavalos. Neste contexto, o futuro da mobilidade indica que as pessoas devem adotar cada vez mais formatos de locomoção que saia do plano individual para o coletivo. Atenta a essa tendência, a empresa lançou em 2018 um aplicativo de caronas, o Waze Carpool. Esse formato já conta com parcerias com mais de 60 empresas, de modo que funcionários que moram em regiões próximas conseguem se organizar em caronas para ir e voltar do trabalho.

Relação com órgãos públicos

O Waze mantém uma relação muito próxima com os governos. Por meio da plataforma Connected Citizens (CCP), a plataforma pode colaborar com informações gerais de infraestrutura que ajudam o trânsito nas cidades. “Temos parcerias superinteressantes com São Paulo e Joinville, por exemplo. Nos preocupamos muito com a experiência e com os dados dos nossos usuários e sempre procuramos estar alinhados ao compliance e a todas as legislações, seja do ponto de vista dos dados, ou da experiência”, destaca Leandro Espósito.

Um case citado pelo executivo ocorreu durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A partir de informações fornecidas pelo aplicativo, o trânsito nos horários de maior congestionamento apresentaram queda de 27%.

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