O que é clean label? Especialista aponta conceito como tendência na alimentação

Segundo diretora de pesquisa de alimentação da Tate & Lyle, Beth Nieman Hacker, ideia resgata ingredientes conhecidos pelo consumidor e de origem natural

Por: - 7 meses atrás

O que é clean label? Especialista aponta conceito como tendência na alimentação Crédito: Shutterstock

Não é novidade que as tendências de consumo vêm mudando no mundo atual. E nessa onda de fabricação orgânica e modificação na rotulagem dos produtos, os consumidores brasileiros procuram, cada vez mais, alimentos “clean label” e apontam o conceito como tendência na alimentação nos próximos anos.

De acordo com a diretora de pesquisa de alimentação de mercado da Tate & Lyle, Beth Nieman Hacker, a ideia, traduzida como “rótulo limpo”, envolve uso de ingredientes conhecidos do consumidor, com indicações claras e objetivas sobre insumos utilizados e a validade na rotulagem, por exemplo.

Para ela, o clean label desponta como inovação nas iniciativas e desejos de consumo na era da transformação digital.

“Os consumidores brasileiros estão cada vez mais procurando produtos que contenham ingredientes mais simples e mais reconhecíveis, incluindo opções menos processadas, ou provenientes da natureza. Produtos que apoiam a vida saudável estão em alta demanda, incluindo opções com menos açúcar e menos calorias, ou com nutrientes adicionais, como fibras, que podem proporcionar uma série de benefícios para a saúde”, afirma Beth.

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Valorização do que é natural

Há um interesse crescente dos consumidores em dietas baseadas em vegetais na América Latina, mas também em todo o mundo. De acordo com Beth, a escolha por produtos naturais está se tornando mais popular. Segundo o levantamento de tendências de alimentação saudável da agência mundial Mintel, 23% dos consumidores brasileiros não experimentaram uma dieta vegetariana ou vegana, mas têm interesse.

A especialista destaca que para criar produtos baseados em plantas, em muitos casos, as marcas investem em ingredientes desconhecidos e buscam novos aprendizados.

“Para marcas que tradicionalmente criaram um tipo de produto, como uma bebida de iogurte ou um molho cremoso, trabalhar com um novo conjunto de ingredientes à base de plantas para ter uma versão mais próxima do tão amado original é um desafio”, conta.

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Alternativas

Empresas de ingredientes responsáveis e marcas de alimentos e bebidas estão tomando medidas para definir, medir e promover a sustentabilidade. A Tate & Lyle, empresa fornecedora de insumos para a indústria, iniciou uma parceria com uma organização global da cadeia da estévia, adoçante de baixa caloria na natureza.

A empresa iniciou parceria de pesquisa com uma organização ambiental global no fornecimento do produto. Segundo a diretora de mercado, as pessoas estão interessadas em ter mais controle sobre sua saúde e consideram a comida uma das ferramentas para isso.

“Os compradores no Brasil estão muito interessados em usar as informações fornecidas na embalagem, incluindo a tabela nutricional e a lista de ingredientes, que ajudam na decisão de compra. A esmagadora maioria, 88% dos consumidores no Brasil, lê os rótulos dos ingredientes pelo menos em parte do tempo, e 83% se atêm às tabelas nutricionais”, finaliza a especialista.

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