iFood, Next e 99 defendem o básico bem feito

Durante o Simpósio Brasileiro de Defesa do Consumidor, executivos de iFood, Next e 99 explicam como reagir diante do pós-consumidor

Por: - 5 meses atrás

Podemos descrever o pós-consumidor como uma rede orquestrada de pessoas que se aglutinam em torno de interesses comuns e que manifestam de maneira intensa sua intolerância e impaciência em relação a regras pré-estabelecidas. Como agir, então, diante de pessoas que valorizam cada vez mais empresas que são fieis aos valores e s propósitos que defendem? Para responder a essa pergunta, reunimos executivos da 99, do Next, o banco digital do Bradesco, e do iFood no palco do Simpósio Brasileiro de Defesa do Consumidor, evento que acontece em Campinas, no interior de São Paulo.

Durante o painel mediado por Jacques Meir, diretor executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, Rodrigo Tavares, head de experience e relationship da 99, disse que um dos segredos para entregar excelência é fazer o básico bem feito. Diretor do Next, o banco digital do Bradesco, Jeferson Honorato concorda. Segundo ele, a era digital criou uma geração de consumidores ansiosos e ávidos por soluções instantâneas. “As pessoas querem usar os nossos serviços para fazer pagamentos, transferências e saber como está a sua saúde financeira. Entregar esses serviços básicos com excelência é premissa para criar uma experiência disruptiva e encantadora”, afirmou.

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Segundo o executivo, outro desafio do banco foi usar a inteligência de dados para dar suporte aos usuários e atuar como facilitador. “Estudos recentes mostram que 80% das pessoas querem investir, mas só 20% delas guardam dinheiro. Como plataforma financeira, precisamos ajudá-las a alcançar esse objetivo”, disse Honorato.

Conter a ansiedade de clientes; neste caso, com um agravante – a fome – é também uma missão do iFood. “Temos que conter a ansiedade de quem compra, quem vende e quem entrega”, explica Arnaldo Bertolaccini, diretor de customer experience da empresa. Uma das formas de se fazer isso em um negócio de grande escala é usar a tecnologia para empoderar os clientes. “Quando a gente usa a tecnologia conseguimos humanizar o negócio. Isso porque passamos a usar o recurso mais rico para resolver as demandas mais simples. Com isso, o cliente vira o protagonista nessa relação”.

Propósito

Para atender bem em grande escala sem perder a qualidade a 99 também lança mão da tecnologia, mas entende a importância do contato físico com todos que compõem a sua cadeia. Prova disso foi a inauguração, no ano passado, da Casa 99. O espaço, em São Paulo, serve café, promove treinamentos e dá acesso a serviços com descontos, como aulas de inglês ou troca de pneus. “Queremos testar, ouvir o cliente e aprender. Trabalhamos com novas propostas de negócio e nem sempre sabemos o que o cliente quer. Ou seja, vivemos uma era na qual somos todos aprendizes”, finalizou Tavares.

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