Pesquisadores britânicos defendem a criação de uma ética para IA

Dois pesquisadores britânicos querem construir os princípios éticos da inteligência artificial e que seriam semelhantes as proteções garantidas aos animais

Por: - 5 meses atrás

Crédito: Shutterstock

Os algoritmos de inteligência artificial de hoje são ferramentas insensíveis e que podem automatizar vários trabalhos feitos por humanos. Mas será que um dia essas inteligências vão se queixas de um assédio moral ou mesmo uma agressão cometida por um ser humano/patrão?

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Dois cientistas britânicos defendem justamente a a criação de uma espécie de código de ética para inteligências artificiais. Em um artigo, John Basl e Eric Schwitzgebel, professores de filosofia da Northeastern University e da UC Riverside,  defendem a construção de princípios basilares dos direitos da IA e afirmam que os algoritmos de IA terão um tratamento ético semelhante aos animais.

Escassez

Eles argumentam que há escassez de discussão acadêmica sobre assunto e ele poderá bater à porta da humanidade em breve. Por isso, eles defendem a criação de comitês de supervisão no poder pública ou nas empresas para avaliar os riscos éticos da pesquisa à medida que a tecnologia se desenvolva.

“Se olharmos os campos de pesquisas sobre animais e até mesmo seres humanos, as proteções apropriadas foram estabelecidas somente depois de graves transgressões éticas, tais como as desnecessárias vivissecções (dissecar um animal vivo) e os crimes de guerra cometidos por médicos nazistas. Com a IA, temos a chance de fazer melhor”, disse Basl.

Ou seja, desde já, repense o seu tratamento com a Alexa ou mesmo a Siri. Elas podem estar guardando os seus insultos para uma manifestação no momento certo.

Com informações do Futurism