Startup cria cápsula biodegradável para armazenar água

A cápsula feita 100% de plantas e algas armazena líquidos e pode ser ingerida pelo consumidor. Iniciativa surge como alternativa ao uso do plástico

Crédito: Divulgação

Já imaginou tomar água de uma bolinha transparente feita de algas e que pode ser ingerida? A ideia “do futuro” foi desenvolvida por um startup em Londres, que resolveu desenvolver cápsulas biodegradáveis e comestíveis para substituir garrafas plásticas.

O produto é feito 100% de plantas e algas e se degrada em até seis semanas, além de poder ser consumida, é aromatizada e colorida. A Skipping Rocks Lab, idealizadora do produto, garante que o custo de produção da cápsula é mais barato em comparação ao plástico, emite cinco vezes menos gás carbônico e gasta nove vezes menos energia elétrica na fabricação.

Ooho

O nome, nada comum, dado para a invenção foi “Ooho”. A startup também afirma que é possível embalar outros líquidos, como refrigerantes e cosméticos com a cápsula.

Segundo a empresa, o consumo de um recurso não renovável, como é o caso das garrafas PET, é totalmente insustentável. A companhia salienta, ainda, que a quantidade de resíduos gerados pelos recipientes são usados uma única vez e logo depois descartados.

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Prêmios

Desde 2014, a startup ganha prêmios na área de tecnologia, energia e design. A Skipping Rocks Lab não possui uma produção das cápsulas biodegradáveis e comestíveis em grande escala e vende seu produto principalmente em eventos.

Evento

A ideia da startup foi utilizada na maratona de Londres, em 2018. Na edição, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e mil anos para se decompor.

E pensando na demora da degradação do PET no meio ambiente, a gerência do evento criou uma parceria com a Skipping Rocks Lab para distribuir as cápsulas sustentáveis.

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Com a parceria, a iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

“A maratona é um marco. Esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro”, conta Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da startup.

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