Acessibilidade: empatia motiva criação de startup brasileira premiada pelo Google

Hand Talk traz tradução automática de texto e vídeo em português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e promove inclusão para milhões de brasileiros

Crédito: Divulgação

Mais de 360 milhões de pessoas no mundo possuem deficiência auditiva. Desse total, 10 milhões são brasileiras, segundo o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Compreender a língua falada de um país é um desafio para esse público. Foi a partir da ideia de promover acessibilidade e a integração entre ouvintes e não ouvintes, que Ronaldo Tenorio, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz fundaram a Hand Talk, startup de Maceió responsável por desenvolver o Hugo, um assistente virtual 3D capaz de entender palavras e traduzi-las para a linguagem brasileira de sinais (Libras).

A empresa, junto com outras 19 organizações, foi uma das selecionadas no palco do Google I/O para uma semana de aceleração na sede do Google em Mountain View, na Califórnia, além de uma bolsa no valor de US$ 750 mil para criação de novos dispositivos.

A startup disponibiliza para organizações o Tradutor de Sites, uma ferramenta prática que resolve o problema com o simples clique de um botão. Após a ativação da janela de acessibilidade do Tradutor, o usuário é apresentado ao Hugo, que faz a tradução dos textos e vídeos para a língua de sinais.

Os sites que contam com a tecnologia passam a abrir as portas para um público de milhões de pessoas de forma empática e socialmente responsável, dando autonomia para seus usuários surdos.

Criação

A ideia para a startup surgiu em 2008 em um projeto na Universidade despertada a partir da empatia de Ronaldo Tenorio, CEO da Hand Talk.

“Eu não tenho ninguém na família com deficiência auditiva, mas eu tive empatia. Eu olhei para o lado, vi essa dificuldade e comecei a pesquisar sobre isso, sobre essa barreira de comunicação que existe entre surdos e ouvintes. Cerca 80% dos surdos não compreende a língua escrita do seu país”, conta.

Somente em 2012, ao lado dos colegas Thadeu e Carlos é que a startup saiu do papel e o aplicativo foi desenvolvido. Hoje, a plataforma já conta com mais de dois milhões de usuários cadastrados.

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Projeção

A participação dos executivos na semana de aceleração na sede do Google começa nesta segunda-feira (13) e Ronaldo já adianta os planos futuros da startup.

“A gente vai participar desse programa com mentores do Google que vai nos ajudar a implementar as melhores práticas de inteligência artificial na nossa plataforma para que a gente melhore ainda mais”, conta.

Além do aprimoramento, o CEO da empresa afirma o desejo e planejamento de lançar o aplicativo nos Estados Unidos para tradução da America Sign Languagem (ASL), a Língua de Sinais Americana.

Queremos lançar o aplicativo aqui nos Estados Unidos também. Esse é o nosso próximo passo aqui para dar essa expansão internacional”, completa.

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