Tecnologia e inovação: aliados ou inimigos da cultura?

Ciclo de palestras do Google no VivaTech procurou aproximar as inovações tecnológicas da vida das pessoas

Por: - 3 meses atrás

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Muitas empresas globais criaram seus ciclos de palestras e apresentações próprias no VivaTech. Todos eles abertos aos participantes. Falamos de empresas como Citröen, LVMH, L’Oréal, Amazon, Microsoft, Cisco e Google, que têm como foco justamente aproximar as tecnologias, pesquisas e inovações das pessoas, para demonstrar os benefícios palpáveis de novas soluções digitais.

O Google patrocinou um dos ciclos mais interessantes, com conteúdos sempre curiosos, inspiradores e diversificados, atraindo muita atenção. Um desses conteúdos procurou ilustrar o uso das tecnologias de imagem, Realidades Aumentadas e Virtuais, perspectivas e impressão 3D a serviço da difusão e produção cultural.

Sixtine Fabre, Diretora Geral de Parcerias do Google Arts & Culture para a França e Espanha, apresentou muitos exemplos de pinturas, esculturas, museus, estruturas e até mesmo fósseis que foram concebidos a partir da combinação de dados, fotos e registros históricos. Dessa forma, o Google ajuda cientistas e historiadores a “reviverem” a história, reconstruindo na totalidade concepções artísticas e plásticas que o tempo consumiu.

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Sixtine Fabre, Diretora Geral de Parcerias do Google Arts & Culture para a França e Espanha

Outra atividade interessante do Instituto Google de Artes e Ciências é comparar imagens de pessoas com obras de arte similares. Um banco de imagens com mais de 75 milhões de selfies foi usado e aplicado sobre grandes obras de arte da história, permitindo que uma pessoa possa se “enxergar” em alguma obra de arte que em algum momento procurou registrar um estado de espírito e de época. Foi o experimento “life tags”, que também se desdobrou para a criação de padrões cromáticos inéditos, novas paletas de cores, para demonstrar como a tecnologia pode ampliar as capacidades criativas humanas.

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O Instituto hoje colabora com 117 parceiros de 23 países e apoiou mais de 400 exposições virtuais, com o objetivo de disseminar a estética e valores artísticos pelo mundo, para tornar a cultura mais acessível. Sistemas de IA e machine learning são utilizados para democratizar o envolvimento de populações diversas à cultura e à pesquisa científica. O Museu Guggenheim de Bilbao, o Teatro Bibiena na Itália e a Galeria Serpentine e a Royal Academy do Reino Unido estão entre os parceiros das iniciativas de acesso à cultura do Google.

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