Tecnologia para fazer o bem: educação para diversidade

Por que não acreditamos que a tecnologia pode ser uma força do bem? Ela pode ser decisiva para aumentar a inclusão, a tolerância e o respeito. Entenda

Por: - 5 meses atrás

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Tudo começa na escola. Criar gerações mais dispostas a inovar e a serem mais tolerantes e inclusivas, passa por uma educação com menos vieses e preconceitos. Novamente no espaço do Google, no VivaTech, pudemos ver um debate que procurou mostrar como a tecnologia na sala de aula ajuda a combater preconceitos e a mostrar a importância da diversidade.

O responsável do Google por atividades de educação, Guillaume Seko, moderou uma conversa com Dipty Chandler, Presidente da Associação E-mma, Philippine Dotbeau, Fundadora da NewSchool e Athina Marmorat, fundadora e diretora da Associação Rev’elles, sobre como a educação pode ser um exemplo de aceitação.

Philippine, da NewSchool, discorreu sobre a metodologia de sua escola, que utiliza ferramentas digitais para divertir enquanto ensina e agrupa os diferentes alunos, mostrando o mundo sob outra lente, mais ampla, mais inclusiva e plural. A associação E-mma visa promover a diversidade de gênero no domínio digital, quase exclusivamente masculino. Segundo Dipty Chandler, a E-mma incentiva as mulheres a recuperarem o espaço que foi retirado por sua educação e cultura. Para Dipty, nenhuma área pode ser produtiva se não for composta de homens e mulheres. Por isso, seu trabalho compreende encorajar os homens para trabalharem juntos, de mãos dadas, em um futuro onde a diversidade seja rigorosamente natural, sem distinções.

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Já a Rev’elles, dirigida por Athina Marmorat, propõe-se a ajudar mulheres humildes e conquistarem um espaço justo no mercado e na sociedade. Ela Inspira, motiva e acompanha as jovens de origem popular em seu desenvolvimento pessoal e profissional para torná-las atores da sociedade em que vivem.

Além disso, atua em prol da diversidade e da valorização da mulher nas escolas, no mercado de trabalho e nas atividades sociais. Elas utilizam metodologias que constroem empatia, preparam as mulheres para que possam ganhar confiança e progredir pessoal e profissionalmente. A tecnologia funciona como uma facilitadora para conectar as mulheres e criar redes de apoio e parcerias que abrem negócios e oportunidades. Com mais confiança na formação escolar, na transmissão de informação para conscientização dos homens e na qualificação, cada uma dessas instituições apoiadas pelo Google ampliam seu alcance e trazem mais segurança para as mulheres.

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Um dos pontos mais importantes na sensibilização em torno da diversidade exprimido pelas executivas do debate, foi a incorporação de técnicas clássicas de produção de inovação nas empresas: colaboração, trabalho de equipe, metas concretas e monitoramento da trajetória profissional desse público.

Um dos objetivos dessas iniciativas em prol da diversidade é também tornar a área de TI mais acessível, menos hostil às mulheres. É necessário que as escolas trabalhem a presença e o manuseio de tecnologias pelas mulheres como naturais. No caso da E-mme, que qualifica profissionais mais humildes, o trabalho visa prepará-las para as atividades matemáticas e de imersão no campo da computação.

O VivaTech também apoia as ações em prol da diversidade. Durante o evento, o projeto Girls can Code foi lançado, na forma de um road show por diversas cidades francesas, iniciando em Paris em julho e terminando em Nancy em outubro. O objetivo é incentivar meninas adolescentes a programar e a se sentirem à vontade com a ciência de dados e o desenvolvimento de softwares e tecnologias.

Uma tecnologia inclusiva construída por homens e mulheres pode sem dúvida ser ainda mais popular, talvez viabilizando experiências mais imunes às lacunas e problemas que vivemos hoje.

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