Geração Z: o que temos a aprender com a primeira geração realmente digital?

Painel do Cognizant Experience trouxe os principais indicadores de engajamento de uma geração que vai revolucionar o consumo. Entenda

Por: - 3 meses atrás

Geração Z

Os ambientes de trabalho passam por um importante momento de trocas de experiências. Isso porque todas as gerações dividem o mesmo espaço com um gap cultural que, muitas vezes, pode trazer experiências ricas de diversidade. Nesse contexto, a geração Z, conhecida como os nativos digitais, começa a entrar no mercado de trabalho e será maioria nas universidades.

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O que essa geração tem a nos ensinar? Quais transformações eles devem conduzir no mundo daqui em diante? Essas questões foram debatidas no Cognizant Experience, em painel conduzido por Fabio Guimarães, Digital Strategist da empresa. Para introduzir o conceito de gerações, ele relembrou o livro “A Terceira Onda”, escrito em 1980, onde o autor Alvin Toffler explica que as ondas sociais são regidas por motores econômicos, de modo que essas engrenagens repercutem nas gerações que vivem aquele período.

“A primeira grande onda foi a agrícola, onde as pessoas produziam por subsistência. A segunda foi a industrial, a composição dos espaços físicos, o fordismo. A terceira onda é a era do conhecimento, regida pelo motor econômico da internet”, explica o executivo.

Preferências de consumo

Marcas como Netflix, Apple, Spotfy e Amazon estão na frente pela preferência dessa persona. Experiências personalizadas, itens com edições limitadas ou exclusivas e marcas com histórias autênticas têm maior apreço no radar desse perfil, que quer ter o problema resolvido o mais rápido possível e, mais que isso, quer do “seu” jeito.

“Há um novo padrão onde o uso é mais importante que a posse. Isso não se reflete apenas no consumo, mas também nas relações. Por isso a grande dificuldade dessa geração de ser compreendida emocionalmente. É o que o filósofo [Zygmunt] Bauman tenta definir como tempos líquidos”, contextualiza Fabio.

O que importa para eles?

Outra característica importante no comportamento dessa geração é a necessidade de expressar sua verdade individual. Eles se conectam com diferentes verdades e deixam as diferenças de lado quando é necessário se mobilizar em torno das causas que acreditam. É a geração que protagonizou o que se conhece por ativismo digital, onde avaliam as marcas do ponto de vista da autenticidade, reputação, diversidade e consistência da mensagem dos produtos.

“No aspecto de consumo, quem entrega mais rápido está ganhando o jogo. Estamos falando mais de uso do que sobre acesso. Os atritos das outras gerações desaparecem”, explica Fabio.

A geração Z e o trabalho

Essa geração se destaca por não querer se enquadrar em uma “caixa” e cobra novas possibilidades quando o assunto é trabalho. Dados da McKinsey de 2018 mostram que 42% dos jovens entre 17 e 23 anos já estão trabalhando, contudo, eles vislumbram novas jornadas e formatos de trabalho.

Horários de trabalho flexíveis, dias de trabalho igualmente flexíveis, preferência por trabalhar de diferentes locais e transferência de conhecimento mais fluída entre os departamentos estão entre os principais atrativos dessa geração que deve dominar o mercado na próxima década.

Outra realidade cada vez mais próxima é a gig economy, uma economia liderada por freelancers e trabalhadores livres, que deve modificar completamente o formato de trabalho tradicional. É uma modalidade onde a liberdade funciona bem tanto para o prestador de serviços como para o contratante.

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De acordo com levantamento realizado pela Kelly Services, companhia especializada em consultorias externas, aproximadamente um terço da força de trabalho no mundo (31%) tem preferência pela autonomia e trabalho independente, de modo que 73% das empresas preveem que a flexibilidade da força de trabalho será considerada estratégica em um mercado cada vez mais dinâmico.

A loja física não morreu

Embora o e-commerce naturalmente seja um opção mais prática para realizar compras, essa geração não vê as lojas físicas como algo obsoleto. Dados da Criteo mostram que 71% deles gostam de comprar em lojas físicas para entender as últimas tendências. A mesma pesquisa aponta ainda que 80% gostam de visitar e conhecer lojas e 67% utilizam seus smartphones para pesquisar o que pretendem comprar.

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