Como sobreviver à era do varejo pós-digital

Com o digital cada vez mais presente na vida das pessoas, as competências que os varejistas precisam desenvolver também se alteram. Confira três capacidades para sobreviver ao pós-digital

Crédito: Pexels

A era digital mudou a forma de fazer negócios em todos os segmentos. A tecnologia transformou o varejo, trazendo features como big data, self-checkout, carteira virtual, espelhos inteligentes, softwares de gestão.

Porém, para Walter Longo, CEO da consultoria Unimark, a era digital já terminou e hoje vivemos a era pós-digital. Este é o momento em que o digital já não é percebido e o trânsito entre on e offline é muito fluido. Isso vale para o nosso cotidiano e pode ser aplicado ao varejo, que atende um consumidor que não quer atrito entre os canais e enxerga uma só marca, independentemente da plataforma.

Para prosperar nessa era pós-digital, é preciso se adaptar rapidamente, transformando a gestão do negócio e entendendo o movimento da sociedade. Em palestra na Feira Brasileira do Varejo (FBV), Longo listou quatro competências essenciais para prosperar no varejo pós-digital. Confira:

1. Adquirir uma “alma digital”

“Hoje estamos mais preocupados com armas digitais, e não almas digitais”, diz Longo. Ele explica que os varejistas investem em tecnologias sofisticadas nos pontos de venda, mas não se preocupam com o que está por trás daquilo: treinamento dos colaboradores, eficiência da solução e vontade dos consumidores.

A “alma digital” está em empresas evolutivas, que não se conformam com o que está sendo feito e ainda entendem e se preocupam com todo o que está ao redor daquela solução.

2. Aprender a atuar na efemeridade

As novas gerações aprenderam a viver em um mundo onde tudo acontece rapidamente e se transforma a todo momento. Portanto, é normal que os relacionamentos sejam mais curtos, os compromissos de longo prazo como casamento, compra de imóveis ou carros, sejam trocados por aluguéis e relacionamentos efêmeros.

“O fast fashion e as lojas pop-up são uma comprovação dessa efemeridade. Antigamente dizíamos: ‘em time que está ganhando não se mexe’, porém, hoje para ganhar você precisa mudar”, diz Longo. Para o executivo, a capacidade de se transformar é uma grande vantagem competitiva.

3. Estabelecer relações mais individuais 

Longo explica que o que dava certo no passado hoje já não funciona: “Abordagens que aprendemos estão passando por uma revisão de eficiência. Hoje, eu não preciso conhecer quem é a pessoa, preciso saber em que momento da vida ela está”.

Portanto, falar com a pessoa no canal certo e no momento certo é mais importante que mostrar que sabe seu nome, idade, gênero. Isso porque cada cliente está em uma fase diferente no relacionamento com determinada marca ou produto.






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