Algar Tech: Uma aposta em tecnologia e colaboração humana

Sob os olhos e a dedicação de uma liderança feminina, a Algar Tech une o que há de melhor no mundo digital, sem abrir mão dos diferenciais do off-line

Por: - 2 meses atrás

A tecnologia, utilizada por pessoas engajadas em servir o cliente com o máximo de competência, traz resultados exemplares. É essa a combinação que acontece na Algar Tech, empresa do Grupo Algar. Especialista em processos de negócios, a empresa acredita em uma transformação digital que abranja evolução tecnológica, mas principalmente suportada pelo cuidado com as pessoas. Por isso, é utilizada a tecnologia para entregar modelos de negócios inovadores, que agreguem valor aos clientes.

VÍDEO: Confira a entrevista com Tatiane Panato, CEO da Algar Tech!

Confira a entrevista feita pela Consumidor Moderno com a CEO da Algar Tech, Tatiane Panato, e entenda o que a empresa pode ensinar ao mercado.

CONSUMIDOR MODERNO – De que forma a Algar Tech encara um mercado em transformação, pressionado, por um lado, pelo cliente mais conectado, que se organiza em redes orquestradas, e, de outro lado, pela necessidade de digitalizar ?

TATIANE PANATO – A Algar Tech completou 20 anos e, nesse período, acredito que a principal transformação ocorrida em termos de comportamento foi o empoderamento das pessoas – não só do consumidor, mas dos indivíduos como um todo. Com muito mais acesso à informação, propiciado pelas novas tecnologias, as pessoas conseguem ser mais críticas, exercer o direito de escolha de forma mais rápida e fundamentada. Ao mesmo tempo, colaboradores não querem mais trabalhar em ambientes em que não haja propósito, pois estão interessados em se conectar à organização. As pessoas entenderam o próprio valor.

Tatiana Panato, CEO da Algar Tech

CM – E como é possível realizar uma orquestração, criando conexões e gerando inteligência com foco na solução de problemas e no aprimoramento de experiências?

TP – Percebemos que o maior objetivo das organizações atualmente é entender e resolver os problemas dos consumidores de forma rápida, eficiente e prazerosa. E essa já deveria ser a realidade há muito tempo. Porém, não havia recursos para que isso acontecesse. As pessoas estavam acostumadas a simplesmente desenvolver uma tarefa de maneira rápida e, hoje, é exigido que tenham a habilidade de fazer conexões, de testar e criar hipóteses para resolver problemas. Ganhar maturidade para isso demanda um determinado tempo e exige das empresas que elas tenham um foco no desenvolvimento das pessoas muito maior.

CM – Como a transformação do ambiente físico da empresa impacta os resultados e a produtividade? Ter um ambiente inovador colabora nesse sentido?

TP – Os ambientes físicos têm que propiciar uma maior colaboração. A transformação que estamos fazendo na organização passa por isso e vai além. As organizações tradicionais trabalham com estruturas separadas por departamentos, por ambientes. Nós estamos evoluindo para uma organização focada em métodos ágeis e o passo principal é aumentar a colaboração entre as pessoas. Para que isso seja feito, o ideal é que as barreiras físicas sejam removidas – e fizemos isso. Esse é um primeiro movimento, porque, no futuro, os departamentos devem se tornar estruturas multifuncionais, que trabalhem juntas, com lideranças determinadas, focadas em facilitar a colaboração.

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CM – Segundo o IBGE, o número de mulheres nos cargos gerenciais caiu de quase 40% para 38% em quatro anos. A Algar Tech andou em sentido contrário – e isso é muito positivo. Quais principais diferenciais você reconhece em uma empresa liderada por uma mulher? Considerando um panorama ainda mais amplo, como a diversidade na gestão traz benefícios para uma empresa?

TP – A maior vantagem é a possibilidade de ter um ambiente o mais diverso possível. As mulheres trazem para o ambiente mais sensibilidade. Essa característica não significa fraqueza, como se pensava no passado; traz um olhar diferente para os fatos. Com o pensamento e as capacidades masculinas, essa característica pode trazer decisões muito mais assertivas para a organização. Ainda precisamos entender por que temos menos mulheres em cargos de liderança. Aqui na Algar Tech o cenário é diferente, pois 52% dos gestores de relacionamento com clientes são mulheres. Mas, quando olhamos para o nível de diretoria, ainda há o que desenvolver.

CM – Quais outros modelos de diversidade são trabalhados na Algar Tech atualmente?

TP – Hoje trabalhamos cinco elementos de diversidade: gênero, pessoas com deficiência, LGBTs, negros e gerações. Todos esses pilares precisam ser trabalhados porque todos eles trazem contribuições muito relevantes. Quando unimos pessoas que têm 20 anos de organização ou de experiência em seus trabalhos com os Millennials e Centennials, com o objetivo de trazer decisões mais assertivas, percebemos que cada perfil contribui de uma forma. O que precisamos é propiciar um ambiente em que isso seja valorizado.

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