Startup constrói casa à prova de furacões com 600 mil garrafas plásticas

Uma estrutura, duas soluções para as questões da mudança climática: excesso de resíduos e condições meteorológicas extremas

Por: - 3 meses atrás

garrafas plásticas

De longe uma nova casa na Nova Escócia parece  ter sido feita de madeira. Mas a estrutura – escondida sob o revestimento de alumínio reciclado – foi construída com 600 mil garrafas plásticas recicladas, trituradas e derretidas e transformadas em paredes de seis polegadas de espessura.

Os painéis de plástico reciclado fornecem mais isolamento do que as paredes típicas, para que os proprietários possam economizar energia em aquecimento e resfriamento.

“Esta é uma maneira de se livrar dos resíduos plásticos e, ao mesmo tempo, desenvolver estruturas que sejam sustentáveis”, diz David Saulnier, cofundador da JD Composites, a startup que construiu a casa do protótipo.

Usar esse tipo de painel para construir uma casa não é novidade, mas a empresa optou por utilizar um material totalmente reciclado para tentar resolver o problema da poluição plástica.

A cada minuto, segundo uma estimativa, os consumidores compram pelo menos um milhão de garrafas plásticas descartáveis – a maioria acaba em aterros ou em cursos de água, não em usinas de reciclagem.

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Parceria para o projeto

A startup fez uma parceria com a Armacell, uma empresa belga que usa garrafas rejeitadas pela indústria de reciclagem para construir um núcleo de espuma de 100% de plástico reciclado.

Apesar de as paredes serem leves, elas foram projetadas para serem fortes. Em testes em uma instalação de certificação, um pedaço de oito pés da parede resistiu a velocidades de vento de mais de 500 quilômetros por hora, duas vezes mais forte que um furacão de categoria 5.

“Eles basicamente não podiam destruir o painel na câmara de testes”, diz Saulnier. “Eles nunca carregaram um painel à mão na câmara de teste que eles não pudessem quebrar, nunca. O nosso foi o primeiro.”

A primeira casa será alugada no Airbnb antes de entrar no mercado e a empresa espera expandir rapidamente para aproveitar melhor o enorme volume de plástico que está sendo descartado.

“Acredito que os quatro principais fabricantes de PET estão mergulhando apenas em 0,004% do PET disponível”, diz o executivo. “Seria muito bom se essas estruturas começassem a aparecer em todo o planeta e pudéssemos trazer esse número para 1%.”

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