O desafio de ser são e eficiente na era da depressão

No mundo da alta performance profissional e do estado de plenitude pessoal é possível se manter são? Desafio foi tema de mais um painel no WHOW!

Crédito: Rafael Canuto

A frase de que a depressão é o mal do século 21 nunca foi tão comentada e tão falada. No Brasil, a psicopatia já registra o maior número de casos no país. Já ouviu falar de Burnout? A síndrome que se tornou comum nos dias de hoje é sinônimo de esgotamento físico e mental. O problema tem atingido tantas pessoas que em maio deste ano foi incluído na lista de doenças profissionais pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas como ser são e eficiente? Esse desafio foi tema de mais um painel no Whow!, Festival de Inovação. Em um mundo com a busca da alta performance profissional e o estado de plenitude pessoal é possível se manter são?

Mariana Hein, apresentadora, comunicadora e instrutora de oratória e autoconhecimento, acredita que sanidade mental é estar consciente do que se é e onde se está.

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Foto Rafael Canuto

“Para mim, sanidade é você estar consciente de estar aqui agora, respirando, é estar são e estar no presente, sabendo com quem eu estou falando, o que eu estou fazendo”, afirma a comunicadora.

Karina Mesquita, consultora em saúde mental e dependência química da Vittude, explica a relação histórica das patologias e como o estresse é uma condição pré-histórica da Humanidade.

“A gente vê um indivíduo que não consegue viver o presente e nem pensar no futuro, ela está presa ao passado. Quando a gente fala em ansiedade, os pacientes dizem que tiveram uma crise de pânico, generalizada, momentânea e quando se fala em estresse, a gente observa um excesso de presente”, explica a especialista.

O que é ser eficiente?

Energia física, mental, emocional e espiritual compõe qualquer indivíduo e são influenciadas pelo dia a dia exaustivo nas empresas. O cotidiano repleto de atividades constantes e sem pausas dá espaço para o surgimento de transtornos, como a depressão, mais popularizada, até a Burnout, em casos nos quais não existe pausa entre um trabalho e outro, explica Karina.

“As pessoas que estão mais vulneráveis a Burnout são as que mais têm envolvimento com o trabalho, são aquelas que fazem com mais gana, mais vontade, são as que mais acreditam, são as mais propensas. Ela está relacionada sim à dedicação daquela pessoa sobre a perda da noção de tempo, da energia gasta, que não permite que ela tenha pausas”, completa.

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Foto Rafael Canuto

Ciclo de alta performance

Cadu Lemos, fundador da Cadu Lemos Performance, apresenta a ideia do flow de alta performance, ou seja, como um ciclo de atividades e pausas podem provocar bons resultados e produtividade sem danos à saúde mental e física de um indivíduo.

– Desafio: ter um desafio claro para vencer e habilidade para lidar com ele;

– Relaxamento: um momento de liberação de adrenalina, uma pausa para meditação, por exemplo;

– Retorno: um período de volta para a atividade;

– Recuperação: após o gasto de energia mental e física, que pode trazer riscos de continuar no processo sem interromper, a pausa é essencial.

Existe segredo?

Na era em que a sanidade mental é um artigo de luxo, existe segredo para manter a saúde mental em dia?

Karina afirma que não gosta de dar receitas, mas que é importante separar o que se define por tristeza e depressão e não negligenciar sintomas e transtornos.

Mariana Hein, por fim, reforça a importância da empatia e do olhar para o outro.

“A gente precisa sentir o outro, para entender ele de verdade. Só você estar ali presente, olhar exatamente no rosto do outro, você vai sentir aquilo que o outro está sentindo, isso é o mais importante”, finaliza.

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