5 Empresas que mostram que qualquer negócio pode ser movido por dados

Quem iria imaginar que uma empresa que aluga equipamentos como andaimes e betoneiras para a construção civil seria exemplo de transformação digital?

Foto: Pexels

A transformação digital atinge empresas de todos os setores. Sair da realidade analógica para transformar processos e produtos em digitais se tornou uma obrigação das empresas. As do setor de tecnologia são as primeiras a serem lembradas quando o assunto é transformação digital, no entanto, esta prática não pertence apenas às desenvolvedoras.

Dados à obra

Quem iria imaginar, por exemplo, que uma empresa que aluga equipamentos como andaimes, betoneiras e ferramentas elétricas para a construção civil seria exemplo de transformação digital? Pois a Casa do Construtor, que nasceu em 1933, mostra que todas as empresas podem passar pelo processo de transformação digital. A companhia criou um software de gestão que cruza dados dos clientes para entender o momento da obra em que ele está e personalizar a oferta de produtos.

A companhia participou de debate em um dos eventos da jornada Retail Meeting Days 2019. O painel foi conduzido por Jacques Meir, diretor executivo de conhecimento do Grupo Padrão, que afirma que “a tal transformação digital é primeiro cultural”.

Foto: Douglas Luccena

O exemplo da Casa do Construtor faz coro à afirmação. Altino Cristofoletti, presidente da empresa, explica que a companhia tem a cultura de coletar e tratar os dados desde o primeiro dia.

“Esta é uma empresa ‘muito hardware’, procuramos sempre entender o que o cliente precisa já que não é uma compra por impulso’, diz. Para ajudar a mudar a cultura, a empresa contratou uma pessoa para mudar o jeito de pensar. “Fomos trazendo o digital para dentro da empresa”, explica Cristofoletti.

Supermercado digital

A rede de supermercados St Marche é outra que precisou mudar sua cultura no meio do caminho e vem se adaptando à nova dinâmica do varejo. Tanto é que começou a transformação digital quando criou seu programa de fidelidade, há quatro anos, e passou a coletar os dados dos clientes.

“Éramos muito low tech. Começamos a transformação por passar a conhecer o cliente e passar a poder tratar cada um individualmente”, diz Victor Leal, cofundador e CoCEO do St. Marche. Depois do programa de fidelidade vem o e-commerce e a parceria com o Rappi. Agora a empresa precisa lidar com a ansiedade do consumidor para receber os produtos em meia hora. “Ganhamos novos clientes e precisamos conviver com essa ansiedade”.

Bazar / Marketplace

Até os bazares já passaram pela transformação digital – o Instagram está cheio deles. Mas ainda há espaço para inovar: a Troc é um brechó online que nasceu em 2017. A empresa construiu um marketplace e permite que as consumidoras e outros brechós anunciem na plataforma.

O segredo da Troc, segundo Luanna Toniolo, fundadora da marca, é ouvir os clientes. Isto pode acontecer via pesquisa, grupos focais ou pela simples interpretação de dados. “Da dor da cliente a gente identifica uma oportunidade. Já mudamos muito os nossos processos”, diz Luanna.

Dados na conta

No Méliuz, empresa de cashback que já depositou R$ 45 milhões na conta dos consumidores, o investimento em tecnologia é prioridade. “Hoje 60% do custo que temos com tecnologia é destinado a coisas que ainda não estão no ar”, conta Lucas Marques, COO do Méliuz.

A empresa lançou um cartão de crédito com cashback e está liberando a novidade aos poucos por entender que precisa do retorno dos usuários para aprimorar o produto. O digital facilita para a empresa o processo de ouvir os clientes, além, claro, de fazer parte de todos os produtos do Méliuz.

Processos digitalizados

O digital está também nos produtos da WDC Networks, que desenvolve, aluga e vende equipamentos de telecomunicação e segurança eletrônica. Porém, para ser uma empresa ágil, não basta apenas a tecnologia na ponta, é necessário digitalizar processos internos.

A logística da empresa mostra como é importante digitalizar e interpretar dados dentro da empresa. “Tivemos uma devolutiva do setor de logística de que o tempo de entrega poderia ser menor. A partir daí fizemos uma operação na nossa fábrica para reduzir o tempo de entrega”, conta Fernando Fanizzi, CIO da WDC Networks, explicando como os dados significam mudanças nos processos cotidianos.

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