Redes sociais não devem substituir atividades saudáveis, diz estudo

Pesquisa entrevistou milhares de adolescentes em escolas inglesas e também revelou que meninas são mais vulneráveis ao vício em smartphone

Por: - 4 semanas atrás

redes sociais Crédito: Unsplash

As redes sociais fazem mal para os adolescentes? A pergunta que preocupa pais, educadores e pesquisadores em todo o mundo foi objeto de estudo de uma pesquisa no Reino Unido.

O estudo recente, publicado no na revista médica especializada “The Lancet Child & Adolescent Health“, entrevistou mais de 12 mil adolescentes em idade escolar na Inglaterra durante três anos – dos 13 aos 16.

Esses jovens cursavam os anos 9, 10 e 11 (equivalentes ao 9º ano do ensino fundamental e 1º e 2º do ensino médio no Brasil) do sistema de ensino britânico.

A partir das respostas obtidas, os pesquisadores concluíram que as redes não prejudicam diretamente os mais jovens, mas podem tirar o tempo que eles gastam em atividades vitais e saudáveis, como dormir e se exercitar.

Tanto é que no Reino Unido, nove em cada dez adolescentes usam redes sociais e há uma crescente preocupação com o seu impacto na saúde mental dos mais jovens.

O alerta recomenda a proibição de celulares depois das 22h e incentivos a atividades físicas.

Segundo o estudo, as meninas são especialmente vulneráveis ​​ao cyberbullying, o que pode levar a problemas psicológicos.

Metodologia

De acordo com a pesquisa, adolescentes informaram com que frequência checavam redes como Instagram, Facebook, WhatsApp e Twitter diariamente, mas não quanto tempo gastavam.

No ano 9, 51% das meninas e 43% dos meninos entraram em redes sociais mais de três vezes por dia.

Já no ano 11, a frequência subiu para 69% entre os meninos e 75% entre as meninas.

Enquanto isso os que estudavam no ano 10 preencheram um questionário sobre sua saúde mental e relataram experiências de cyberbullying, sono e atividade física.

No ano 11, os adolescentes avaliaram seus níveis de felicidade e ansiedade.

Os meninos e meninas que verificavam suas redes mais de três vezes por dia tinham pior saúde mental e maior sofrimento psicológico. A

s meninas também parecem mais propensas a dizer que são menos felizes e mais ansiosas à medida que os anos avançaram, ao contrário dos meninos.


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