Apple TV+ e sua entrada de peso na guerra do streaming

A gigante de tecnologia chega com elenco “explosivo” e atrações que prometem mexer com a concorrência

Por: - 4 semanas atrás

Apple TV+

Durante muito tempo o serviço mais popular de streaming de entretenimento em vídeo com séries, filmes e programas televisivos foi a Netflix. É claro que o Youtube sempre esteve ali como uma plataforma exclusiva para vídeos curtos feitos para a internet. E o que mudou?

Nos últimos anos, o império soberano da gigante de streaming ficou abalado. Nos Estados Unidos, concorrentes de peso como Amazon Prime Video e Hulu dispararam na frente na corrida pelo domínio no setor.

E como tudo que é bom dura pouco, agora é a vez da Apple entrar na briga com o lançamento da Apple TV +. Sem falar na aguardada chegada do Disney +, que promete tirar da programação dos concorrentes inúmeros filmes e animações com a bandeira da companhia.

Para se ter ideia a Apple investiu cerca de US$ 6 bilhões na produção de conteúdo original para o novo serviço de streaming que estará disponível inicialmente, apenas no aplicativo nativo dos dispositivos Apple, o Apple TV, em todo o mundo.

Vale lembrar que essa é a mesma estratégia utilizada para o serviço de streaming musical da empresa, o Apple Music que, inicialmente só era acessível pelo app Música dos iPhones e iPads, enquanto no desktop era preciso ter o iTunes instalado. Desta forma, é possível integrar a biblioteca de conteúdos anteriormente comprados nas lojas oficiais da Apple ao catálogo do que se encontra no streaming.

DESAFIOS

Assim como a Amazon, a Apple parece focar seus investimentos em produções de alta qualidade. Até agora, as séries anunciadas só trazem nomes da lista A de Hollywood.

O carro-chefe do serviço é a série “The Morning Show” estrelada por ninguém menos que Jennifer Anniston, Reese Whiterspoon e Steve Carrell. Nas outras atrações será possível encontrar ainda nomes como Jennifer Garner, Octavia Spencer, Jason Momoa, Brie Larson, Chris Evans e Rupert Grint.

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Mesmo com nomes de peso nas produções originais que competem em séries e filmes, o maior deles vem em formato de talk show. Tanto é que a Apple traz junto a seu serviço o novo programa de Oprah Winfrey, maior apresentadora do formato nos EUA. A estratégia é parecida com a adotada pela Netflix, que trouxe David Letterman e Chelsea Handler em uma nova roupagem do programa de entrevistas.

Apple TV+ chega em um mercado acirrado

A briga se aquece com a chegada do Disney+ que estreia em novembro. O serviço da empresa trará todas as produções da Marvel – antes parte integrante do catálogo da Netflix. Algumas, inclusive, eram líderes de audiência na plataforma.

O serviço também contará com todas as produções originais Disney e muito conteúdo exclusivo. É claro que a plataforma trará seu conteúdo infantil, um dos grandes atrativos para os pais e o público consumidor das séries, filmes e desenhos do Disney Channel.

Bom lembrar que o Hulu, serviço extremamente popular em terras americanas, tem 60% de sua propriedade pertencente a Disney.

Elenco do AppleTV+

Elenco das produções do AppleTV+ – Foto: Divulgação

Amazon e Apple saem na frente com gadgets próprios que possuem plena integração com seus serviços de streaming e também permitem a instalação de Netlifx, Hulu e outros.

O Fire Stick da Amazon, por exemplo, é um pen drive HDMI com controle remoto com diversas atrações a qualquer TV que possua a entrada e a Apple TV, um box que traz o conteúdo da iTunes Store, programas de TV a cabo, aplicativos da App Store e agora, Apple Music e Apple TV+.

Nos Estados Unidos, o Hulu é alavancado pela vasta programação televisiva que possui em seu catálogo, sem falar de séries hit como Handmaid’s Tale.

Estratégias para se manter relevante

Enquanto a Netflix tem investido cada vez mais em conteúdo próprio, a Amazon preza por produções com curadoria de grandes diretores, filmes e séries cult. Outra mudança da Netflix é a implantação de uma sessão chamada “Em breve” nos aplicativos das televisões. Tudo isso para manter sua base de clientes; pois ao pensar em cancelar, o usuário veria os próximos acontecimentos das séries que mais assiste e, em tese desistiria de fechar sua conta ou ir para outro serviço de streaming.

O panorama mostra que esse é um universo em expansão contínua. Podemos esperar que outras empresas de tecnologia entrem na batalha? É o começo de uma nova era no universo do streaming?


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