Pesquisa testa medicamento à base de casca de maracujá contra pressão alta

Estudo é promovido pela UFRN no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, e vai contar com a participação de voluntários

Por: - 3 meses atrás

pressão alta Crédito: Unsplash

Um estudo do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) investiga a eficácia de um produto feito a partir da casca do maracujá para o tratamento da pressão alta.

Muito usada em dietas de emagrecimento e para diminuição dos níveis de colesterol, a farinha da casca da fruta é facilmente encontrada em feiras livres e em lojas de produtos naturais. Segundo pesquisadoras responsáveis pelo estudo, a proposta é buscar a comprovação da eficácia e segurança de um produto obtido a partir dela.

Estudo

Em uma das fases da pesquisa, ratos hipertensos tiveram diminuição da pressão arterial e até melhora na função vascular. Agora, os pesquisadores convocam pessoas interessadas em participar como voluntárias nos testes em humanos.

“O diferencial desse estudo é que foi preparado um extrato da casca, não é apenas a planta seca e moída, vendida na forma de pó. Foram extraídos os metabólitos responsáveis pelo efeito terapêutico, é um extrato concentrado. Por isso, ao contrário do que o mercado oferece atualmente, a ideia é produzir um fitoterápico (medicamento) de fato”, explica a professora Silvana Zucolotto, coordenadora da pesquisa, em relatório apresentado.

Os pacientes voluntários serão submetidos a uma série de exames, todos realizados gratuitamente. Para tanto, eles devem ter hipertensão leve, não serem usuários de medicamento e terem entre 18 e 60 anos.

Os idosos com mais de 65 anos são os mais afetados pela hipertensão. Ao todo, 60,9% dessa população que vive nas capitais brasileiras afirma ter o diagnóstico. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DataSUS, também mostram 388,7 mortes por dia em 2017.

Em 2018, 24,7% da população que vive nas capitais brasileiras afirmou sofrer de hipertensão. Os novos dados Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018) mostram também que a parcela da sociedade mais afetada é formada por idosos. Quase 70% dos entrevistados com idade acima de 65 anos disseram ser hipertensos, assim como 49,5% na faixa etária de 55 a 64 anos.


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