Austrália é o país com a maior longevidade da população, diz novo estudo

Pesquisadores passaram a analisar o ano e não a década de nascimento da população. Levantamento tirou o Japão do topo dos lugares onde as pessoas vivem mais

Por: - 2 meses atrás

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Uma coisa é fato: graças ao avanço da medicina, a população idosa cresceu 26% nos últimos seis anos no Brasil, segundo o IBGE. Agora, um novo estudo divulgado pela revista científica “Population Studies” fez um levantamento inédito dos países em que as pessoas vivem mais. Desta vez, Austrália e Suíça aparecem na frente desbancando o Japão como os lugares do mundo com a maior longevidade da população.

Para o estudo, conduzido pelo pesquisador Collin Payne, foi considerado o ano e não a década de nascimento de indivíduos de 15 países da América do Norte, Ásia e Europa, desde os anos 50.

Até então, segundo análises da Organização Mundial de Saúde e da ONU, o Japão era considerado o lugar do mundo onde a população vivia mais tempo, principalmente pelos seus hábitos alimentares. “Até então o que se sabia é que o Japão e os países nórdicos estão indo muito bem em termos de saúde, bem-estar e longevidade. Mas a Austrália está lá também. Os resultados têm muito a ver com estabilidade a longo prazo e o fato de a Austrália ter um alto padrão de vida por um tempo muito, muito longo”, disse o pesquisar à revista “Science Daily“.

Desta vez, concluiu-se que a expectativa de vida dos homens australianos é de 74,13 anos, enquanto das mulheres 79,03. Já na Suíça, que aparece na segunda posição, a população masculina vive em média 74,02 anos, enquanto o público feminino 78,79.

A grande diferença neste novo estudo foi a forma de análise que promete ser muito mais precisa. Até então para se chegar a média de vida da população era necessário calcular a expectativa de vida levando em consideração um determinado período.

No entanto os pesquisadores encontraram lacunas significativas neste processo, já que não se levava em conta, por exemplo, o fato destas pessoas mudarem de país e as novas condições de vida que teriam nesses lugares. Por isso se fez necessário analisar as taxas de mortalidade considerando o ano de nascimento e não a década.

“A maioria das medidas de expectativa de vida se baseia apenas nas taxas de mortalidade em um determinado momento. É basicamente dizer que se você pegasse um grupo hipotético de pessoas e as submetesse às taxas de mortalidade que um país experimentou em 2018, por exemplo, elas teriam uma idade média de 80 anos. Mas isso não diz nada sobre o curso da vida das pessoas, como elas viveram até a velhice”, explicou Payne.

“Nossa medida leva em consideração o curso da vida, incluindo taxas de mortalidade de 50, 60 ou 70 anos atrás. O que importa é a comparação com um grupo de pessoas que nasceram no mesmo ano e experimentaram condições semelhantes ao longo de suas vidas”.

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E no Brasil?

De acordo com levantamento recente do IBGE, a expectativa de vida dos que nasceram em 2019 passa a ser de 80 anos para mulheres e 73 para os homens.

Além disso também estamos vivendo um aumento significado da população idosa. Em 2030 a estimativa é que o Brasil tenha a quinta população mais velha do mundo. Tanto é que até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos deve superar os 2 bilhões.


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