Microplásticos estão presentes na água potável, segundo OMS

Em relatório sobre o tema, Organização Mundial da Saúde recomenda reduzir poluição e ampliar pesquisa científica sobre microplásticos no corpo humano

Por: - 3 meses atrás

microplásticos Crédito: Unsplash

Cada vez mais a presença de microplásticos na água se torna uma preocupação e gera debates sobre os impactos à saúde humana. Em relatório sobre microplásticos na água potável, publicado na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que somente a redução na poluição com plástico e o tratamento adequado da água podem minimizar o problema.

Os microplásticos são pequenos resíduos que vêm dos mais diversos produtos de plástico. Eles podem ser de vários tamanhos, muitas vezes tão pequenos que podem ser invisíveis a olho nu, mas um dos principais poluentes da água nos rios e oceanos.

Segundo a OMS, as partículas maiores, em geral, não são absorvidas pelo corpo humano e acabam sendo eliminadas naturalmente.

“Os microplásticos são onipresentes no ambiente e foram detectados em água marinha, esgoto, água doce, na comida, no ar e na água potável, tanto na engarrafada quanto na água de torneira”, constata o relatório.

Eles caem no ciclo das águas tanto por meio do descarte direto de produtos de plástico em rios e áreas de enchentes quanto pela eliminação de resíduos industriais.

Riscos à saúde

Os estudos realizados até hoje são suficientes para identificar a presença dos microplásticos. Entretanto, a OMS alerta governos e autoridades de saúde pública para o fato de que ainda faltam métodos adequados e padronizados para analisar essas partículas de plástico e seus impactos.

Embora ainda não seja necessário fazer um monitoramento de rotina para a presença de microplásticos na água, de acordo com a OMS, há pelo menos três potenciais riscos à saúde humana.

Perigo físico: representam um “corpo estranho” e não fazem parte da alimentação humana normal;

Perigo químico: produtos de plástico contêm elementos químicos que podem ser tóxicos;

Perigo biológico: partículas podem reter e acumular micro-organismos que fazem mal ao ser humano, como bactérias e fungos, por exemplo.

Uma forma possível de reduzir a poluição com plástico é “um maior comprometimento público e político”, o que já vem ocorrendo em muitos lugares. “Mais de 60 países já taxam ou proíbem o uso de plásticos descartáveis, especialmente as sacolas plásticas”, afirma a OMS.


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