Sustentabilidade e o consumidor do futuro

Como ser sustentável? Maya Colombani, diretora de Inovação e Sustentabilidade da L’Oréal Brasil, comenta iniciativas conscientes em negócios no CONAREC 2019

Por: - 7 dias atrás

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Mudanças climáticas, altos níveis de plásticos nos oceanos e aumento da temperatura global têm se tornado a cada ano pautas para as empresas, além da venda de produtos e a fidelização do seu consumidor. Mas como ser sustentável? De onde vem a mudança para a sustentabilidade?

Maya Colombani, Diretora de Inovação e Sustentabilidade da L’Oréal Brasil, participou do painel “Sustentabilidade: vale a pena se preocupar com o fim do mundo enquanto as empresas se preocupam com o fim do mês?” durante o primeiro dia do CONAREC 2019.

Segundo a Agência de Sustentabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050, a humanidade vai consumir até três planetas e no mesmo período, os oceanos terão mais plásticos do que peixes.

Em uma relação com a sustentabilidade estabelecida há dez anos de sua carreira, Maya aponta sobre como a mudança pode, realmente, ser feita no mundo.


“Passamos da urgência para a emergência. Nossa maneira de viver tem que mudar, nossa maneira de fazer negócio tem que mudar, nossa maneira de pensar tem que mudar”


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Foto Pexels

Como gerenciar?

A primeira geração a observar a mudança acontecer e a atuar na melhoria do planeta são os Millennials. Maya atentou que essa geração é quem consome serviços e produtos por conta das causas das empresas. O chamado consumidor do futuro, segundo ela, é o que procura, ainda mais, a sustentabilidade.

“Eles abraçam as marcas que são sinceras, que são transparentes. A maneira de falar agora é de agregar solução para a sociedade, um discurso sincero, onde investimos e onde conseguimos melhorar”, comenta a executiva.

Entre iniciativas e causas sustentáveis defendidas pela L’Oréal Brasil, os projetos Casa das Belezas e Maré de Belezas, parcerias entre a empresa e instituições sociais Casa do Menor e Redes da Maré, formaram mais de 150 alunos de suas unidades em Nova Iguaçu e no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Foto Felipe Paes

“Temos que pensar em toda a nossa cadeia de valor, se não colocar a sustentabilidade no coração de tudo o que fazemos, não vamos ser realmente sustentáveis. A gente quer ser o promotor da mudança”, afirma Maya.

A pegada ambiental e social da empresa está presente a partir do ecodesign dos produtos, de acordo com a diretora de inovação e sustentabilidade.

De acordo com Maya, 100% dos produtos são medidos e avaliados para saber sua pegada ambiental e social, a partir dos conceitos de logística reversa, mão de obra da comunidade, economia circular e recuperação de embalagens. O trabalho é desenvolvido a partir da escolha de materiais de baixo impacto ambiental, menos poluentes, não tóxicos, de produção sustentável ou reciclados, ou ainda que requeiram menos energia na fabricação.


“Não tem competição com a sustentabilidade, ela caminha junto com o negócio”


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