Dinheiro debaixo do colchão: banQi busca consumidores desbancarizados

Startup fez parceria com Via Varejo para ganhar capilaridade

Por: - 6 dias atrás

BanQi Foto Rafael Canuto

No Brasil, 30% da população brasileira ainda é desbancarizada e 59% guarda dinheiro em casa por até um mês, de acordo com o Instituto Locomotiva. O que explica este cenário é a falta de confiança de muitos brasileiros em relação ao funcionamento dos bancos. 


“Existe um público que é muito familiarizado com o digital e que todo a sua vida gira em torno da tecnologia. Do outro lado, tem aquele que guarda notas no bolso e que tem cofrinho em casa. É um consumidor que confia muito mais em si do que nas diversas soluções financeiras que existem”

Felipe Cine,
Diretor de User Sucess do Banqi


 O banQi, aplicativo de conta digital lançado neste ano e que pertence a startup americana Airfox, quer se aproximar justamente destes consumidores. Mas não é só relevância de mercado que a empresa busca com a plataforma. O objetivo, de acordo com Felipe Cine, é adotar uma causa social, já que o produto é voltado para brasileiros de baixa renda que, muitas vezes, lidam informalmente com o dinheiro. “É um contexto maior de inclusão que traz desenvolvimento social para a região onde este cliente está”, explica. 

Foto Rafael Canuto

Porém, o desafio é convencer o público que a ferramenta bancária é um meio seguro para transacionar o dinheiro.

Diante dos entraves, a empresa estabeleceu uma parceria com a Via Varejo – rede com alta capilaridade no mercado brasileiro. “Pegamos carona em uma marca que o cliente já confia e já tem relacionamento”, comenta Cine.  

Para dar suporte ao atendimento, os analistas do Banqi percorrem os estabelecimentos para apresentar a plataforma e responder às dúvidas de clientes. O aplicativo é lúdico e interativo e permite que os usuários façam depósitos, saques e pagamentos nas lojas como se estivessem em uma agência bancária.

“É preciso dar autonomia para usuário, por isso, a solução deve ser tão fácil como tirar e colocar uma moeda do cofrinho fisicamente”, conclui o executivo.