Como criar a cultura corporativa do relacionamento extraordinário

Como desenvolver uma empresa com patamar de entrega que seja ótimo para o consumidor? Simples: seja uma companhia extraordinária

Foto Unsplash

“A arte sempre tangencia o extraordinário e por isso nos inspira”, afirmou Beth Furtado, sócia diretora da Alia Marketing Decode, no começo de sua palestra no CONAREC. Segundo ela, ser extraordinário vai além de processos e procedimentos bem feitos pelas empresas. E como a plateia reconhece momentos como esse em suas próprias vidas?
“Altruísmo, solidariedade, fazer a diferença na vida das pessoas, isso é extraordinário. Como conseguimos transpor esses sentimentos para a relação com nossos clientes”, questiona Beth.
Na arte, aspectos extraordinários são quando a obra gera desconforto, desconstrução, faz aflorar a sensibilidade, expressa pontos de vista, assume riscos ou provoca. Quando vamos para as marcas, o que está atrás de momentos esplêndidos? Simplicidade, design, ruptura, ousadia, resgate de memória afetiva, solução de problemas, empoderamento, o inesperado. “Estamos vendo muitas marcas conseguirem o extraordinário quando empoderam seus clientes e funcionários”, exemplifica a palestrante.

Foto Felipe Paes

Faber-Castell

Uma marca de bolsas, por exemplo, usa como insumos lonas velhas de caminhões. A flagship da marca é feita em contêineres. “Isso mostra autenticidade”, diz Beth.
Em outro exemplo, Beth falou da fabricante de lápis e canetas Faber-Castell, que tem um workshop para adultos que permite vivenciar cores e materiais, resgatando a memória afetiva de momentos leves e gostosos das pessoas.

Adidas

Em mais um caso exibido por Beth, a Adidas lançou uma coleção em que o estilista inverteu o logotipo da marca. “A ruptura foi tão grande, dentro da simplicidade, que a coleção foi vendida nas ruas, parecendo até um produto pirata”, comentou Beth.

Foto Felipe Paes


Para finalizar, a palestrante falou de usar o benchmarking das artes para criar a cultura do extraordinário. “Estamos falando de pessoas e sem emoções não conseguimos criar os momentos-pico”, diz. “É preciso criar relação de paixão.”
E isso passa pela proximidade entre líderes e equipes, entre disseminar aprendizados, fomentar o pensamento coletivo, leveza, simplicidade, desenvolver visão empreendedora no time, reconhecimento, respeito e autonomia.


“Não é possível pensar no desenvolvimento de algo extraordinário em uma caixinha de uma área. É preciso envolver pessoas diferentes”


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