Deu match: startups e empresas se conectam no 100 Open Startups

A plataforma digital busca conectar investidores, corporações, universidades e startups para o desenvolvimento de novos negócios

Foto Douglas Lucenna

Colaborar para criar negócios inovadores que impactem nos desafios reais da sociedade, este é o lema da 100 Open Startups, uma plataforma digital que busca conectar investidores, corporações, universidades e startups para o desenvolvimento de novos negócios. O projeto nasceu em 2011, enquanto Bruno Rondani, atual CEO da empresa, realizava o seu doutorado na Fundação Getúlio Vargas. Lá, foi criado um modelo baseado em  Open Innovation desenvolvimento de ideias fora da empresa — e Venture Capital.
E com foco na evolução constante, o CONAREC trouxe, neste ano, o Speed-dating da 100 Open Startups. 

Match entre startups e grandes empresas

A aplicação dentro do aplicativo do CONAREC funcionou em um modelo similar ao Tinder, onde empresas e startups criaram perfis, com uma breve descrição e o que buscavam ao marcar um encontro. A proposta é reunir representantes de empresas e startups para um encontro informal de 20 minutos.  “Juntamos as techs, grandes empresas e empresários de médio e grande porte”, comenta Rondani.
As startups presentes no evento passaram por um processo de curadoria antes de serem confirmadas. Assim, garante-se que apenas as mais significativas participassem e que os encontros fossem assertivos.


Queremos levar as startups para onde está a grana. Levamos startups filtradas para o setor do varejo. É uma provocação valiosa


100 Open Startups

(esquerda) Luis Felipe Macruz, gestor de controladoria da Sabesp Foto Douglas Luccena


Ao longo dos dois dias do CONAREC, 65 empresas participaram, entre ecossistemas, governo, grandes corporações e startups. Também aconteceram  5.613 pedidos de reuniões e 99 efetivadas. Além disso, foram captados R$ 545.000,00, como intenção de investimento, durante o evento.
Sabesp (14), NEXMO (7) e Banco Votorantim (6) foram as empresas que lideraram os números de reuniões. Já BITi9 (21), AEVO (8) e Dialog (6) ficaram no topo entre as startups.
A parceria entre o Grupo Padrão e a 100 Open Startups surgiu, segundo Randoni, da afinidade de ideias , entre ele e o CEO Roberto Meir. “Criamos uma excelente parceria para eventos, não apenas aos “convertidos”, criando uma comunidade fechada. Abrimos a rede da 100 Open Startups. O Roberto trouxe conteúdo inovador, como criativos, além da tecnologia pura”, explica.
100 Open Startups

Foto Douglas Luccena

Campeões de encontros no 100 Open Startups

Em um espaço dedicado, com 50 mesas dentro do CONAREC, os participantes puderam ir além da troca de cartões para desenvolver um primeiro contato olho no olho.
Luis Felipe Macruz, gestor de controladoria, financeiro e planejamento da Sabesp, marcou os seus encontros na busca por soluções para escritório, automação, inteligência artificial e machine learning. “Este mundo de startup é muito dinâmico, então é difícil você dizer ‘Eu sei o que eu quero’”, comenta. 


“A partir de uma reunião você pode pensar em uma aplicação diferente da solução oferecida e isso gera uma terceira ideia. Então, o Speed-dating vem para você piramidar ideias, juntando conhecimentos e cocriar”


Outra grande empresa que utilizou o espaço da 100 Open Startups para encontros foi a Crefisa. “O espaço dá a oportunidade para evoluir uma conversa, prospecção e negociação. Saimos dos corredores, sentamos e conseguimos evoluir uma possível parceria”, diz Andre Palha, superintendente da empresa.

100 Open Startups

(centro) Andre Palha, superintendente da Crefisa
Foto Douglas Luccena

Validação do modelo de negócios

Do lado das startups a mentalidade foi de esclarecer como este tipo de negócio funciona.
“O Speed-dating serve para desmistificar o que é uma startup porque muita gente pensa que é um local colorido cheio de “crianças”, brincando e achando que fazem algo importante. E o Speed-dating serve para mostrar a realidade de que estamos por aqui para mostrar soluções e criar vínculos com as pessoas e para gerar inovação que o Brasil precisa”, comenta Joyce Sousa, analista de customer success na plataforma 7 Waves.
Para Joyce o espaço também contribuiu na validação do modelo de negócios da startup na qual trabalha e para ficar atenta às exigências das empresas. “O interessante durante as conversas foi mostrar soluções para problemas que as empresas nem sabiam que possuíam. É muito interessante esta troca de informações, sobre novas funcionalidades e metodologias”, comenta.


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